Daniela Vinci (Anita Strindberg), 22 anos, é acusada de tráfico de drogas e de envolvimento com um criminoso procurado pela polícia. Sem saber que seu namorado Tonino é envolvido com a Máfia, é presa ao sofrer um acidente de carro indo com ele para Suíça. O desaparecimento de 20 kg. de heroína que transportavam sem que ela desconfiasse, desencadeia uma trama violenta de suspeita, e pressões, tanto da polícia quanto dos dirigentes do tráfico de drogas. Sem entender o porque, Daniela se vê confinada naquele carcere feminino, onde era impossível de se fugir à perversão, á loucura, à degeneração e, muitas vezes à própria morte.
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Reafirmo que nessa película italiana, temos uma última e rápida aparição na tela do ex-Tarzan Gordon Scott que anteriormente se destacou no cinema peplum e no spaguetti western. No final da década de 1960, seus filmes perderam popularidade, e os papéis voltaram a cessar. Ele ainda atuou, sem créditos, neste instigante thriller "Diario Segreto da un Carcere Femminile" (1973), e depois abandonou a carreira. Detalhe: Scott aparece numa cena de arquivo de "O Raio Infernal", filme de espionagem de 1967.
Quanto ao filme setentista, representou a estreia na direção de Rino Di Silvestro e das primeiras mulheres italianas no cinema prisional. "Corrupção de Mulheres", também conhecido pelo título alternativo "Mulheres no Bloco de Celas 7", é um raríssimo drama prisional mesclado com o sub-gênero filmes de gangsteres. É bastante movimentado, tenso e te prende desde o início. Pena que seja tão pouco conhecido pelos apreciadores desse sub-gênero máfia no cinema. O elenco de apoio é competente.
Considero esse thriller de ficção prisional, como o melhor da filmografia de Di Silvestro, pois seus trabalhos posteriores são todos deprimentes e esdrúxulos, beirando o alto nível de mediocridade.
"Corrupção de Mulheres", teve sua repentina exibição no Cinema na Madrugada (TV Bandeirantes), nos idos dos anos 80.
Disponível no Youtube com áudio e som originais.
Corrupção de Mulheres mistura filme de gangsters com o tradicional subgênero WIP (women in prison).
Na verdade a história dos gangsters, que deveria servir só de pano de fundo para o que acontece na prisão, acaba ganhando um destaque surpreendente. Logo no início do filme há uma perseguição de carros sensacional pelas estreitas ruas de Roma. Algo inesperadamente bem feito para um filme de um subgênero marginal como esse. É uma cena típica dos grandes filmes policiais dos anos 70, como Operação França. Põe as perseguições nutella do hypado Baby Driver no chinelo.
No entanto, os amantes dos filmes de presídio feminino não têm do que reclamar, pois todos os clichês desse tipo de filme estão presentes. Não é um filme violento, mas há várias cenas de nudez e sexo.