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Sinopse
Um casal decide deixar a poluição tóxica de sua cidade natal, Beirute, na esperança de construir uma existência utópica em uma casa imaculada nas montanhas.
Contado com muita sensibilidade, lembra um pouco o excelente Alcarrás, que também discute questões ambientais, mas aqui há uma materialidade e um microcosmos muito mais aprofundado, centrando-se em uma família que vive à beira de onde o governo implanta um aterro sanitário. Relutentes para permanecer na moradia, a família aos poucos vai sofrendo os abalos do empreendimento, desde a perturbação sonora às mudanças de paisagem, também prejudica suas hortas e a saúde respiratória. entretanto, o mérito do filme está nos efeitos psicológicos de tamanha mudança, todos os membros (o casal, as duas filhas e a a avó) recebem de determinada maneira, olham de determinada maneira, o impacto que todo esse reboliço causa. Há um grande acerto no filme ao não tornar os trabalhadores ligados ao empreendimento grandes vilões, o roteiro os humaniza com muita cautela, ao mesmo tempo que vemos o sofrimento da família. Uma pena que o filme fica meio arrastado no segundo ato, e o olhar da filha mais nova se sobressai aos demais, pelo menos gera uma certa empatia, mas torna os eixos meio desequilibrados. Por exemplo, arco com a filha mais velha, que acaba se apaixonando por um engenheiro da obra, soou totalmente desnecessário, sendo um desleixo do roteiro, que não soube trabalhar bem a personagem. Deste modo, o filme conta com uma série de irregularidades, ao não equilibrar bem os personagens e ao filmar cenas contemplativas em excesso, não que seja ruim, mas no começo do filme as cenas estavam de fato inspiradas, o que não foi sustentado durante a projeção. Ainda assim, discute um problema urgente no mundo, a questão da sustentabilidade e da quantidade de lixo que produzimos é tema universal, do qual pode depender inclusive o rumo da nossa espécie. O final inconcluso mostra que estamos muito longe de resolver o celeuma, e que são muito bem vindas as abordagens que nos fazem refletir sobre tal problemática.
Contado com muita sensibilidade, lembra um pouco o excelente Alcarrás, que também discute questões ambientais, mas aqui há uma materialidade e um microcosmos muito mais aprofundado, centrando-se em uma família que vive à beira de onde o governo implanta um aterro sanitário.
Relutentes para permanecer na moradia, a família aos poucos vai sofrendo os abalos do empreendimento, desde a perturbação sonora às mudanças de paisagem, também prejudica suas hortas e a saúde respiratória. entretanto, o mérito do filme está nos efeitos psicológicos de tamanha mudança, todos os membros (o casal, as duas filhas e a a avó) recebem de determinada maneira, olham de determinada maneira, o impacto que todo esse reboliço causa.
Há um grande acerto no filme ao não tornar os trabalhadores ligados ao empreendimento grandes vilões, o roteiro os humaniza com muita cautela, ao mesmo tempo que vemos o sofrimento da família. Uma pena que o filme fica meio arrastado no segundo ato, e o olhar da filha mais nova se sobressai aos demais, pelo menos gera uma certa empatia, mas torna os eixos meio desequilibrados. Por exemplo, arco com a filha mais velha, que acaba se apaixonando por um engenheiro da obra, soou totalmente desnecessário, sendo um desleixo do roteiro, que não soube trabalhar bem a personagem.
Deste modo, o filme conta com uma série de irregularidades, ao não equilibrar bem os personagens e ao filmar cenas contemplativas em excesso, não que seja ruim, mas no começo do filme as cenas estavam de fato inspiradas, o que não foi sustentado durante a projeção.
Ainda assim, discute um problema urgente no mundo, a questão da sustentabilidade e da quantidade de lixo que produzimos é tema universal, do qual pode depender inclusive o rumo da nossa espécie. O final inconcluso mostra que estamos muito longe de resolver o celeuma, e que são muito bem vindas as abordagens que nos fazem refletir sobre tal problemática.
Filme interessantíssimo sobre vários aspectos, Líbano sempre com filmes marcantes e com cultura forte, e Nadine Labaki no elenco só agrega.
Vi dia 03/11/22. O sonho se tornou pesadelo.