Inspirado no romance autobiográfico de Carlo Levi, o filme narra a vida de um médico e escritor antifascista colocado sob prisão domiciliar em 1935 em uma remota vila italiana. Proibido de exercer qualquer atividade, incluindo a prática da medicina, ele descobre o mundo camponês, longe dos círculos intelectuais, até ser libertado dois anos depois já tendo ganhado a estima dos agricultores pobres da região.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
O filme é bom, merece ser visto nos dias atuais em função do que ocorre no Brasil e no mundo. O único porém, é a duração exagerada da obra. A história se desenrola de forma quase parada, como a vida naquele lugar. Nota 7,0.
Obra prima, retratando uma época do facismo italiano, e de como eram tratados os intelectuais. Muito interessante e tem como origem o livro de Carlo Primo
Um grande cineasta italiano (Rosi) dirigindo um dos maiores atores do país (Volonté) e tendo como base o livro do próprio Carlo Levi (1902-1975), pintor, escritor e quase médico, sobretudo anti-fascista, perseguido pelo regime do ditador Benito Mussolini. Confinado numa comunidade pobre, Éboli, esquecida por Deus e pelos poderosos, Levi descobre a vida camponesa e nos traz um mundo de crenças, superstições, costumes e ideias muito diferentes daquelas encontradas no centro do poder, Roma. Cristo não parou em Éboli, porque nunca esteve lá. Se o filme é muito bom, imagino que o livro seja excelente.
Co-produção ítalo-francesa que ganhou o BAFTA de melhor filme estrangeiro, além de outros prêmios importantes em outros festivais. Este foi o 1° longa a ganhar o prêmio nessa categoria. O filme foi inteiramente rodado em Basilicata. As filmagens aconteceram em Aliano, Matera, Craco e Guardia Perticara. Obra de arte européia que merece ser conhecida, com desempenhos espetaculares do elenco, imagens indeléveis, excelente direção, lindas locações..., o que mais podemos pedir? A estória é triste e comovente e, apesar da longa duração, a estória flui naturalmente e nem percebemos o tempo passar. O ótimo Gian Maria Volonté (1933-1994) é o maior destaque.
Baseado em um romance autobiográfico neorrealista de Carlo Levi (1902-1975): "Cristo si é um Eboli", proeminente escritor, ativista e pintor antifascista que, em 1935, acusado de conspirar contra o regime de Benito Mussolini, foi condenado ao exílio em um vilarejo remoto em Lucania (o Basilicata atual), uma das regiões mais pobres e atrasadas da Itália. Levi define a situação dos camponeses lucanianos como antes da era cristã. Com o tempo, ele aprende a apreciar a beleza e a sabedoria dos camponeses e a superar seu isolamento.O título expressa metaforicamente o fato de que os meios de transporte, isto é, a civilização, param em Éboli, deixando o resto da Lucania além do progresso.
Um filme que sem dúvida merece ser redescoberto. Que belo o conto da cidade esquecida do mundo e das pessoas que preferem esquecer a política que as rodeiam. Num Brasil que cada vez mais caminha para um entrave forte entre lados políticos e intolerância este é um filme que seria muito bem vindo.