Quatro astronautas na nave Dark Star tem como missão destruir planetas instáveis no universo. Quando estão perto de completá-la, passam a enfrentar uma série de problemas.
**Dark Star** (1974) é a prova definitiva de que a criatividade, quando munida de um orçamento minúsculo, pode gerar resultados muito mais provocativos do que qualquer superprodução estéril. Estreia de John Carpenter na direção e fruto de uma colaboração com o roteirista Dan O'Bannon, o filme é um "anti-*Star Wars*": enquanto a ópera espacial de Lucas celebra a aventura heroica, *Dark Star* celebra o tédio existencial, a exaustão psicológica e a falha mecânica.
A premissa é genial em sua simplicidade niilista: uma tripulação de astronautas está presa em uma missão de anos para explodir planetas "instáveis", vivendo em um navio decadente, sujo e funcionando à base de gambiarras. Não há busca por conhecimento ou destino glorioso; há apenas o cumprimento de uma burocracia espacial monótona que enlouquece seus operadores.
O destaque absoluto é o confronto final, um dos momentos mais inteligentes da ficção científica: o diálogo entre o astronauta Doolittle e uma das "Bombas Inteligentes", que desenvolveu consciência e se recusa a explodir por um erro lógico. É uma brilhante sátira sobre a inteligência artificial, que antecipa o cinismo que veríamos mais tarde em obras como *O Guia do Mochileiro das Galáxias*. A bomba, ao aplicar a fenomenologia para justificar sua existência, torna-se o personagem mais "humano" e racional da obra.
Carpenter usa a precariedade dos efeitos práticos a seu favor, criando uma atmosfera claustrofóbica de "operários do espaço" que estão cansados demais para serem heróis. É um filme sobre o peso da rotina e a inutilidade da guerra, mesmo quando travada em escala galáctica.
*Dark Star* é o embrião de um tipo de ficção científica que prefere o dilema filosófico à ação pirotécnica. Se *Colossus* trata do medo da máquina que nos controla, *Dark Star* trata do medo de ser apenas uma engrenagem esquecida em um sistema que não faz mais sentido. É, em última análise, um tratado sobre o niilismo cósmico que todo fã de ficção científica deveria abraçar: no fim do universo, o que nos resta não é o brilho das estrelas, mas uma bomba teimosa e a nossa própria incapacidade de dar significado ao vazio.
👽 Posso afirmar que Dark Star é uma obra prima perdida e muito pouco lembrada quando listamos grandes obras da Ficção Científica. É impressionante como a direção do mestre John Carpenter consegue entregar com tão pouco recurso conceitos interessantes que vão fazer a cabeça dos grandes entusiastas do Sci-Fi explodirem. A falta de recursos é a chave mestra que transforma Dark Star em um artefato cult que merecia bem mais reconhecimento.
👽 No quesito produção, Dark Star vai na contramão de 2001, uma Odisseia no Espaço (Stanley Kubrick, 1968). Podemos considerar Dark Star Experimental, psicodélico e Punk. Continuamos em busca de vida inteligente no espaço. Nossos protagonistas são meros “Cowboys”, que parecem estarem perdidos e entediados dentro daquela lata de sardinha flutuante.
👽 Com doses irônicas e críticas sobre a loucura que é estar diante disso, assim como em 2001, inteligências artificiais não parecem confiáveis. Linhas de Códigos a serviço da morte, nas entrelinhas, uma missão de onde podemos cavar o infinito poder colonizador, pois o ser humano continua deixando rastros de destruição por onde passa. Imperialismo, Extinção, conflitos conspiratórios e a maldita insanidade.
👽 Sinais de delírio, pois a loucura é nossa irmã mais próxima. O relacionamento entre nossos amigos parecem estar desaguando. O cosmo é a maior brisa, se perder entre os pensamentos é muito fácil, uma droga orgânica e natural. Rotina e solidão, seguir padrões, conquistar o espaço tem doses de niilismo, Dark Star quebra conceitos vistos em grandes obras de Sci-fi, colocando tal missão para pessoas medianas e sem status social algum, a fodida classe trabalhadora.
👽 Hippies no espaço, aqui a sujeira e a precariedade está evidente. Fenomenologia: como saber se você realmente existe? Bem,,,, penso logo existo! Mas isso ainda não quer dizer nada. Existencialista e impactante, o final desse negócio é de cair o cú das calças. Repito: dizer que John Carpenter é o melhor diretor de todos os tempos, não vai soar como blasfêmia.
Estreia do John Carpenter como diretor e roteirista. O filme é uma paródia de baixo orçamento da série Star Trek, o alien em forma de bola é hilário. O final, com a
**Dark Star** (1974) é a prova definitiva de que a criatividade, quando munida de um orçamento minúsculo, pode gerar resultados muito mais provocativos do que qualquer superprodução estéril. Estreia de John Carpenter na direção e fruto de uma colaboração com o roteirista Dan O'Bannon, o filme é um "anti-*Star Wars*": enquanto a ópera espacial de Lucas celebra a aventura heroica, *Dark Star* celebra o tédio existencial, a exaustão psicológica e a falha mecânica.
A premissa é genial em sua simplicidade niilista: uma tripulação de astronautas está presa em uma missão de anos para explodir planetas "instáveis", vivendo em um navio decadente, sujo e funcionando à base de gambiarras. Não há busca por conhecimento ou destino glorioso; há apenas o cumprimento de uma burocracia espacial monótona que enlouquece seus operadores.
O destaque absoluto é o confronto final, um dos momentos mais inteligentes da ficção científica: o diálogo entre o astronauta Doolittle e uma das "Bombas Inteligentes", que desenvolveu consciência e se recusa a explodir por um erro lógico. É uma brilhante sátira sobre a inteligência artificial, que antecipa o cinismo que veríamos mais tarde em obras como *O Guia do Mochileiro das Galáxias*. A bomba, ao aplicar a fenomenologia para justificar sua existência, torna-se o personagem mais "humano" e racional da obra.
Carpenter usa a precariedade dos efeitos práticos a seu favor, criando uma atmosfera claustrofóbica de "operários do espaço" que estão cansados demais para serem heróis. É um filme sobre o peso da rotina e a inutilidade da guerra, mesmo quando travada em escala galáctica.
*Dark Star* é o embrião de um tipo de ficção científica que prefere o dilema filosófico à ação pirotécnica. Se *Colossus* trata do medo da máquina que nos controla, *Dark Star* trata do medo de ser apenas uma engrenagem esquecida em um sistema que não faz mais sentido. É, em última análise, um tratado sobre o niilismo cósmico que todo fã de ficção científica deveria abraçar: no fim do universo, o que nos resta não é o brilho das estrelas, mas uma bomba teimosa e a nossa própria incapacidade de dar significado ao vazio.
👽 Posso afirmar que Dark Star é uma obra prima perdida e muito pouco lembrada quando listamos grandes obras da Ficção Científica. É impressionante como a direção do mestre John Carpenter consegue entregar com tão pouco recurso conceitos interessantes que vão fazer a cabeça dos grandes entusiastas do Sci-Fi explodirem. A falta de recursos é a chave mestra que transforma Dark Star em um artefato cult que merecia bem mais reconhecimento.
👽 No quesito produção, Dark Star vai na contramão de 2001, uma Odisseia no Espaço (Stanley Kubrick, 1968). Podemos considerar Dark Star Experimental, psicodélico e Punk. Continuamos em busca de vida inteligente no espaço. Nossos protagonistas são meros “Cowboys”, que parecem estarem perdidos e entediados dentro daquela lata de sardinha flutuante.
👽 Com doses irônicas e críticas sobre a loucura que é estar diante disso, assim como em 2001, inteligências artificiais não parecem confiáveis. Linhas de Códigos a serviço da morte, nas entrelinhas, uma missão de onde podemos cavar o infinito poder colonizador, pois o ser humano continua deixando rastros de destruição por onde passa. Imperialismo, Extinção, conflitos conspiratórios e a maldita insanidade.
👽 Sinais de delírio, pois a loucura é nossa irmã mais próxima. O relacionamento entre nossos amigos parecem estar desaguando. O cosmo é a maior brisa, se perder entre os pensamentos é muito fácil, uma droga orgânica e natural. Rotina e solidão, seguir padrões, conquistar o espaço tem doses de niilismo, Dark Star quebra conceitos vistos em grandes obras de Sci-fi, colocando tal missão para pessoas medianas e sem status social algum, a fodida classe trabalhadora.
👽 Hippies no espaço, aqui a sujeira e a precariedade está evidente. Fenomenologia: como saber se você realmente existe? Bem,,,, penso logo existo! Mas isso ainda não quer dizer nada. Existencialista e impactante, o final desse negócio é de cair o cú das calças. Repito: dizer que John Carpenter é o melhor diretor de todos os tempos, não vai soar como blasfêmia.
#paz
Estreia do John Carpenter como diretor e roteirista. O filme é uma paródia de baixo orçamento da série Star Trek, o alien em forma de bola é hilário. O final, com a
nave Dark Star se explodindo e o destino dos personagens,
Um bom, divertido e subestimado filme de ficção científica.
Legal, curti. Filmes antigos assim tem que assistir com a cabeça como se estivesse lá naquela época.
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