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Duração
O ano é 1984. Fase de abertura política nacional com o término da ditadura. Nesse contexto, temos Caio, um jovem de 16 anos vivido pelo estreante Pedro Maia. Mergulhado em um período repleto de dúvidas e influenciado pela fase política do país, Caio percebe que está presenciando um momento único em sua juventude.
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Personagens que tentam emplacar grandes momentos e no final tudo é uma lástima.
>Assistido em 23 de Junho de 2025
Se é lento ou não, isso é uma preferência pessoal, não uma crítica. Eu achei que as opções estéticas e narrativas do filme estão em consonância com os sentimentos do protagonista Caio e o contexto em que está inserido: amargura, desconfiança e pessimismo, diante da suposta abertura política. Em que a ética e os valores socioculturais militares impostos pela Ditadura passam a ser contestados com maior fôlego pela imprensa nanica (Inimigo do Rei como exemplo disso) e que não é páreo na queda de braços com o sistema político na sequência "democrático e pluripartidário", que fizeram escola no clientelismo, corrupção e demagogia locais (daí o sentimento de frustração do companheiro de Caio, que se suicida). No plano micropolítico é o que nas instituições que o garoto frequenta, uma família apática e indiferente, uma escola disciplinadora e o primeiro Grêmio Estudantil pós-ditadura repercutindo as mesmas corruptelas locais. Agora o que me incomoda de fato é como O Inimigo do Rei e o anarquismo em questão são retratados nesse filme, como se fosse um clube niilistas de jovens das camadas médias urbanas. Uma decoração, em que o diretor, preocupado em contextualizar a parada esquece um pouco que ele tá abordando o jornal também. E sobre as representações étnico-raciais de Salvador, me pareceu que miraram em circunscrever o perfil do grupo político e acertaram no white-washing.
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meio chato
Tem um certo ar melancólico, e Caio se vê em um turbilhão de sentimentos misturados, período histórico, senso socialista hippie bem comum ,fruto da revolta juvenil na ditadura, desconstrução em casa dos pais tóxicos, e a rebeldia hormonal adolescente, um puta pacote.
Porém mesmo todavia é uma obra silencioso, querendo dizer muito, deixando para música, e flash histórico contar parte da trama. Caras peguei essa época, transição, não sei se Tancredo Neves mudaria algo, foi depositado uma tonelada de esperança, mas o período que sucedeu sua morte, foi pesado e nefasto , mergulhou o País em uma crise que só foi apasiguada com o Fernando Henrique.
Mas aqui não e sobre política e movimentos, o filme poderia ser mais expressivo, o protagonista quase não fala, e fica dançando nesse experimentalismo tropicalista da turminha de roupa indiana e socialismo da maconha.
Mas tem seus momentos bons. Sua mensagem.
No ano de 1984, quando a ditadura militar se enfrequece, dois jovens baianos de 16 anos começam a perceber que estão vivendo uma fase importante do país. O filme trata de Anarquismo e a falsa demôcracia (ou demencracia). Bonito, talvez o único ponto um pouco incômodo é a dinâmica meio teatral em uma história que não tinha necessidade disso. De resto é lindo.