O casal de atores Caleb e Camille Fang sempre priorizaram o trabalho ao invés da família, deixando seus dois filhos em segundo plano a vida toda. Já crescidos, Annie (Nicole Kidman) e Buster Fang (Jason Bateman) voltam à casa dos pais a fim de retomar o contato com eles e, talvez, consertar suas relações. Mas ao invés disso acabam envolvendo-se no último espetáculo montado pelo casal.
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Bem interessante, esquisito e divertido!
Drama que aborda bem os conflitos familiares.Bateman sempre se sai melhor nesses dramas da vida.
>Maratona Christopher Walken - Assistido em 21 de Setembro de 2024
Que linda metáfora de como os pais podem destruir a vida dos filhos por meio de seu egoísmo.
The Family Fang (2015)
Os excêntricos pais de Annie (Nicole Kidman) e Buster (Jason Bateman) são artistas famosos que usavam seus filhos em seus números quando eles eram crianças. Já adultos, os irmãos Fang são unidos pelo destino novamente quando os pais (Maryann Plunkett e Christopher Walken) desaparecem misteriosamente durante uma viagem de carro.
O filme traz discussões interessantes sobre o exercício da Arte. À medida em que fui assistindo, várias reflexões e vários pensamentos sobre esse tema foram surgindo em minha cabeça. Todos eles de alguma maneira orbitando a questão central da obra: "existem limites para a Arte?". O longa tenta responder essa pergunta no final e a resposta, para o bem ou para o mal, é polêmica, mas, de certa maneira, covarde.
Jason Bateman (diretor e protagonista) nos conduz em sua jornada de reflexão sobre a relação complexa e complicada que há entre pais e filhos que viveram suas vidas numa espécie bizarra de dependência artística, afetiva e profissional, sem que nunca essas tumultuadas relações fossem colocadas em xeque.
Kidman e Bateman até que defendem minimamente bem seus papéis. Conseguem trazer alguma profundidade aos irmãos afundados em dúvidas, paranóias e questionamentos sobre os seus pais. Walken, que interpreta o pai, faz uma espécie de participação especial, pois passa mais da metade do filme desaparecido. Já Maryann Plunkett, a mãe, não está lá essas coisas e me convenceu pouco sobre a mulher fatalmente influenciada pelos anseios megalomaníacos de seu marido.
Apesar de bem intencionado, o filme possui suas falhas e equívocos. É arrastado no início e tem uma barriga enorme no meio para se apressar no final. O desfecho, além de pouco convincente, traz uma resposta chata, infantil e fácil para os dilemas abarcados pela obra. Questões familiares complexas como as que se vê aqui podem até se resolver de uma maneira fácil, mas não as que envolvem a Arte. E, nesse sentido, a resolução proposta pelo filme é falha, insossa e nada agregadora.
Felicidade dividida multiplica. Medos e tristezas divididos diminuem.
No oceano de ficções românticas, a família Fang emerge desafiando a arte com uma mensagem que atinge corações utópicos dos filhos únicos: Quem tem irmãos, nunca estará sozinho.