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Data de lançamento
4 Set. 2020Duração
Margaret (Alexandra Daddario) está fazendo tudo para esquecer de sua casa, e a vida noturna excêntrica de Tóquio, regada a bebidas, drogas e amantes, a ajudam nisto. Trabalhando como uma especialista em Inglês durante o dia e se perdendo no êxtase da noite, Margaret tenta reprimir as memórias de sua dolorosa infância no Canadá e da decadência de seu irmão gêmeo Frank.
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Sabe aquele tipo de filme em que pegam uma atriz conhecida por ser a “gostosinha” da vez e tentam desconstruir essa imagem mostrando que ela é muito mais do que um rostinho bonito?
Então… Desejos Passageiros é exatamente esse tipo de filme. Ou pelo menos era essa a intenção. rs
Aqui temos um drama erótico/romance sobre uma mulher vazia, fugindo da própria vida e tentando se preencher com fetiches BDSM, bebidas, drogas e relações autodestrutivas.
O problema é que o próprio filme acaba usando Alexandra Daddario como chamariz para essas situações, reforçando justamente a imagem que aparentemente queria desconstruir. E nem as supostas cenas mais provocantes conseguem ir muito além da promessa.
A atuação também não ajuda. Eu entendo que interpretar uma personagem perdida e autodestrutiva não é fácil, mas faltou profundidade para fazer esse vazio realmente funcionar.
O filme ainda tenta usar o Japão para dar uma camada extra à história, mas acaba tratando o país quase como outro fetiche: um cenário exótico e bonito, sem muita personalidade além da estética.
E, falando em estética, nisso o filme funciona. Gosto daquele clima desolador, trocando o neon de Tóquio por uma fotografia mais alaranjada, apagada e desesperançosa.
Também gostei do final. Bonitinho. rs
Mas, no fim, Desejos Passageiros parece muito mais interessado em parecer provocador do que em realmente dizer alguma coisa.
A intenção era desconstruir o “rostinho bonito”. No fim, o rostinho bonito continua sendo a principal atração.
É um filme de ritmo bem lento e sem grandes acontecimentos, onde a história em si não engrena. Ele tenta construir um certo drama com o envolvimento da protagonista com um membro da Yakuza, mas tudo fica muito na superfície.
O que salva — e impede o zero absoluto — é a atmosfera meio deprê de Tóquio, a ótima fotografia e o elenco. Alexandra Daddario (maravilhosa como sempre) e Takehiro Hira fazem uma boa dupla e têm presença, mas são completamente desperdiçados em um roteiro sem rumo. Até as cenas de nudez e o clima erótico são contidos e mal aproveitados.
Achei bem fraco, a história não me prendeu em momento algum.
A fotografia e o clima meio blasé desse filme são notáveis.
Apesar desses bons pontos, ele tem um ritmo bem lento. É aceitável.
Esse filme tenta beber da fonte de "Lost in Translation" mas é só uma cópia desnutrida.
Eu classificaria ele como água de salsicha.
É um filme com uma vibe deprê, então se vc tiver mal, só continuará mal após o filme.
O filme tenta ser algo, mas ele é meio raso, nem as cenas contidas de nudez da Dadario foram boas...baita disperdício !
Enfim, quer um filme para cair no sono ou continuar na sua fossa ? Este aqui é bom pra vc.