Marie Kolverer é uma prostituta vienense que se oferece como espiã ao serviço secreto de seu país. Transformada na sedutora agente X27, uma espécie de Mata Hari, ela facilmente seduz e extrai segredos de oficiais inimigos durante a Primeira Guerra Mundial. Contudo, ela acaba se apaixonando pelo Coronel Kranau, um espião russo, e o deixa escapar de suas garras. Presa, é condenada a morrer diante de um pelotão de fuzilamento.
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Esse é o filme menos conhecido da dupla Marlene Dietrich e Josef von Sternberg, mas achei esse filme bem interessante, me lembrou Mata Hari, do mesmo ano feito por outra grande diva Greta Garbo. Victor McLaglen é um grande ator, mas é mesmo Marlene Dietrich, a melhor coisa do filme, além da bela fotografia.
É um dos melhores filmes da parceria Dietrich-Sternberg. Talvez seria até melhor se o filme mantivesse uma narrativa mais episódica, com a personagem da Dietrich pulando de caso em caso. Mas, apesar disso, o filme não deixa de ser divertido de acompanhar. Além de quê, a nossa protagonista está ótima aqui, comprovando todo o talento que tinha ainda em começo de carreira. O final também é bem simbólico e pacifista. Gostei.
Apesar do seu conteúdo feminista é um filme bastante desinteressante e monótono, talvez por uma certa dificuldade de Sternberg na transição do filme mudo para o talkie e para ser bem sincero nem a presença de Dietrich me empolgou muito não.
Lançado no mesmo ano (mas meses antes) que Mata Hari da MGM com Greta Garbo no papel principal, Desonrada possui uma estória obviamente inspirada na vida da espiã holandesa; entretanto, a "Mata Hari" da Paramount é patriótica, bem resolvida, solta frases atrevidas a todo tempo e carrega consigo um gato preto como amuleto durante o filme inteiro. Ambos filmes sem dúvida possuem conteúdos ousados para os padrões de 1931, mas Desonrada é narrativamente mais avançado e visualmente superior à Mata Hari da Metro; oferece à Dietrich um material mais versátil que o usual para exibir os seus recursos como atriz - ampliado, mas não tão diferente das outras mulheres imorais que ela estava acostumada a interpretar. Destaque também para o casamento perfeito entre Von Sternberg e o diretor de fotografia Lee Garmes, criadores de imagens cheias de sombras e planos muito peculiares.
Achei visualmente muito bonito. Adorei.