Glauco (Michel Piccoli) orienta testes com uma máscara de gás produzida por sua empresa para possibilitar a sobrevivência do homem em ambientes hostis. Segundo seu colega de trabalho, a máscara é uma metáfora para a alienação, a desumanização. Glauco coloca sua máscara de respeitável burguês – sufocando sua anarquia reprimida – e volta para casa à noite. Numa sequência de atividades banais, ele tem rápidos diálogos com sua mulher e com a empregada, assiste entretido a um programa de variedades na televisão e prepara o jantar, tudo ao som de adorável música pop. Ao procurar um ingrediente na cozinha, a descoberta de um objeto que talvez tenha pertencido ao gangster John Dillinger o liberta do torpor.
Num de seus filmes mais paradoxais, Ferreri desconcerta os valores da sociedade burguesa, a narrativa cinematográfica convencional e até mesmo seus trabalhos anteriores. Realizado no fatídico ano de 1969 e dialogando com Godard – principalmente com a obra-prima “O Desprezo” -, o controverso diretor italiano nos conduz por uma surreal crítica política e social, com um final ambíguo e aberto a diversas interpretações.
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Um tanto pretencioso com uma fotografia q surpreende em alguns momentos.
Achei que "Estou Pensando em Acabar Com Tudo" ia ser o filme mais esquisito que eu ia assistir neste ano... O que ainda é verdade, mas este aqui não fica muito atrás. Não tem uma estrutura normal e do nada começa a tocar músicas brasileiras o que só piorou o mindfuck.
Nem sei se na época em que o filme foi lançado ele era visto com melhores olhos, mas de alguma forma é parte da Criterion e o diretor foi indicado à Palma de Ouro. Talvez eu não tenha sido o público alvo, mas não consigo pensar em quem seria.
Talvez o filme mais irritante da história do cinema que além de ser excessivamente modorrento, chato ainda se utiliza de simbologias óbvias, rasgadas e acima de tudo tolas.
Chatice, cansativo. E não gostei das musicas brasileiras.
Ferreri faz uso de ótimas metáforas para transmitir a idéia de solidão do homem moderno, mas, ao mesmo tempo, também discute o poder da memória e da imaginação por meio das imagens e da música utilizadas ao longo do filme. Além disso, o desfecho do filme, ou seja, a troca de identidade feita pelo protagonista, me fez pensar na possibilidade de "Dillinger Está Morto" ter influenciado até mesmo a trama do clássico "Profissão Repórter" de Antonioni.