Um agente do tesouro, viajando a bordo de um transatlântico, confessa ao passageiro Charlie Chan que ele está na trilha de um anel de falsificação, operando a partir do Pacífico Sul e sobreviveu a dois recentes atentados contra sua vida. Chan o ajuda a evitar um terceiro, mas é impotente para lhe impedir uma faca lançada nas costas na sala do clube do navio. Embora o navio vai ancorar logo em Samoa, Charlie está confiante que ele vai desmascarar o assassino antes disso. Entre os suspeitos estão um reverendo elitista e sua esposa, uma bela jovem viajando com documentos falsos, um falastrão obscuro de um vendedor, administrador de um larápio do navio e um lançador de facas profissional.
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Mantém a média dos demais filmes da série. Sidney Toler já aparenta estar debilitado — afinal, sua saúde vinha se deteriorando nos últimos trabalhos. Embora não haja confirmação exata de que ele já estivesse gravemente doente no filme anterior, sabe-se que nesta fase final ele já sofria com um câncer intestinal, o que afetava suas filmagens. Essa fragilidade é perceptível em algumas cenas de Dangerous Money (1946), especialmente na sequência final,
quando ele apaga a luz
É triste pensar que Toler morreria apenas cerca de oito meses depois, em fevereiro de 1947, aos 72 anos, vítima do câncer que já o debilitava. Seu último filme como Chan seria The Trap (1946), no qual sua condição física já era tão frágil que várias cenas precisaram ser adaptadas, com ele aparecendo bem menos em ação direta.
Boa, embora pequena, participação de Willie Best no papel de Chattanooga Brown, primo de Birmingham Brown, personagem interpretado por Mantan Moreland em outras produções da franquia. Apesar de simpático, Chattanooga não chega a superar Algernon, personagem que Best interpretou no filme “High Sierra” (1941), estrelado por Humphrey Bogart — um papel mais marcante em sua carreira.
Victor Sen Yung, como Jimmy, está melhor do que em suas últimas aparições: menos atrapalhado e muito menos atrasa lado. Costumava ser um verdadeiro desastre nos filmes anteriores, mas aqui se sai razoavelmente bem.
Sua única grande mancada ocorre já no desfecho, quando, com o caso resolvido, acaba disparando a pistola que lançava facas, criando um momento de humor involuntário.
No geral, “Dangerous Money” (1946) não traz nada de extraordinário, mas mantém o padrão da série: um mistério simples, ambientação interessante e ritmo ágil. O fato de ser um filme curto também ajuda, tornando a experiência leve e agradável, típica das produções de Charlie Chan dessa fase final com Sidney Toler.
Assistido em 15/10/2025
Este foi o 19° de 22 filmes que Sidney Toler (1874-1947) representou o famoso detetive nos cinemas. O diretor Terry O. Morse (1906-1984) só dirigiu 2 filmes de Charlie Chan. Esta foi a segunda e última aparição de Willie Best (1916-1962) como o afro-americano Chattanooga Brown, o primo do condutor habitual de Charlie Chan, Birmingham Brown, feito por Mantan Moreland em outros filmes. Neste episódio da popular série de filmes de detetives, Chan, juntamente com seu filho número dois, Jimmy Chan, estão a bordo de um navio para Pago Pago, Samoa. Na rota, um agente federal de tesouraria que estava na trilha de dinheiro falso que tinha escapado de duas tentativas de assassinato, é assassinado. Os dois detetives investigam. Há muitos suspeitos e uma pistola de faca. Longe de ser o melhor de Chan, mas não péssimo,
graças a uma arma que dispara facas e uma tartaruga andando com uma lanterna amarrada às costas.