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Tashiro encontra um menino abandonado em um vilarejo assolado pela guerra e o leva para casa, na tentativa de conseguir que algum vizinho o adote. Ninguém parece aceitar a responsabilidade nem mesmo por uma noite, até que a viúva Otane, a contragosto, fica com a criança. De início, o relacionamento entre os dois não vai muito bem, até que o dia em que menino foge de casa. Seu desaparecimento faz com que Otane perceba o quanto o ama.
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Nessa altura do campeonato Ozu já era gênio nesse quesito humano envolvendo paternidade/maternidade.Um conto totalmente sensível e com momentos emocionantes.A dura vida dos personagens sempre funciona como um ponto a mais de tristeza.
>Maratona Yasujiro Ozu - Assistido em 22 de Novembro de 2023
Ah, gente, tô bêbado. Exalto aqui o gênio Ozu diante de tal filme. Ele, como sempre, constrói uma carga dramática para nos derrubar logo depois. A "mãe" sente falta dos problemas que o guri trazia, e isso é mostrado de forma muito triste e genial. Filme fantástico
O que quis dizer a última cena? Alguém saberia explicar?
Esse foi o 11º filme que assisti para meu desafio 365 filmes de 2020. Mais comentários em video https://www.youtube.com/watch?v=A5FB4MsBwr8
Esse foi o primeiro filme que assisti de Ozu, um diretor japonês que costuma receber tantos ou mais elogios do que Kurosawa, embora em geral seja menos conhecido. Com O Relato do Proprietário, pude ver que o diretor realmente é muito bom, embora ainda não tenha conseguido ver todo o potencial dele neste pequeno filme de 71 minutos, que marca o retorno dele da segunda guerra mundial.
Eu já sabia que Ozu costuma prezar simplicidade e a vida corriqueira das pessoas comuns, muitas vezes pobres ou de classe média baixa. E nesse aspecto, esse filme parece estar bem situado nessa proposta. A trama aborda um garotinho de por volta de 8-10 anos que estava sozinho, tendo se perdido ou abandonado pelo seu pai, e acaba seguindo Tashiro até o local onde ele mora. Tashiro, um artista empobrecido, mora em uma espécie de cortiço de casas simples e gente simples. A pessoa com quem ele divide morada, no entanto, não aceita que fiquem com a criança, que é "repassada" para alguns vizinhos antes de uma senhora acabar aceitando que ele passe a noite na casa dela, muito a contragosto, e no dia seguinte tente devolvê-lo para sua família. No entanto, não conseguem achar o pai do menino, que acaba ficando mais tempo com a senhora.
A partir daí, Ozu tece suas semanas, partindo da simplicidade da vida das pessoas e da relação que vai surgindo entre os dois personagens. É tudo muito bem dirigido, eu diria que o filme é é basicamente impecável, e a forma como ele foge do drama ou do mirabolante, mas ainda consegue se manter, é bastante especial. O estilo como um todo me pareceu bem característico, embora tenha coisas que eu não consiga apontar bem. Devido à simplicidade, é tudo muito sutil, e determinadas cenas eu fiquei na dúvida se carregavam algum significado adicional, extraído do período que o Japão vivia, ou se era apenas uma busca por mostrar um instante da vida dos personagens.
Enfim, esse foi o primeiro filme do diretor após retornar da guerra, o que marca uma nova fase dele (li na wikipedia cof cof) e fiquei com vontade de conferir alguns de seus trabalhos posteriores, principalmente os em cores. Além de também assistir Tokyo Story, que é considerado como seu melhor filme.
O modo como Ozu conduz a trama me faz pensar na influência sobre muitos dos filmes do Koreeda!