Em uma cidade sagrada do Irã um pai (Mehran Rajabi) vai a uma mesquita para se confessar. Ele acredita ter matado seu filho de 15 anos, Ali (Siavash Lashkari). Entretanto Ali permanece vivo, estando atualmente em um orfanato afastado da cidade. Lá ele se apaixona pela música, dedicando sua vida a ela.
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Difícil gostar desse filme, que nos mostra uma trama simplória, com personagens ingênuos, e (para mim) fica "em cima do muro" politicamente. Aos olhos da nossa cultura, o pai do menino, islão ortodoxo, representa uma figura patética, que não controla seus atos, imputando ora ao filho, ora à esposa, ou mesmo aos profetas a culpa de tudo, inclusive sua própria fraqueza e miserabilidade. A intolerância para com seu filho é absurda, pois, por exemplo, impõe-lhe que abandone os estudos e se dedique à formação islâmica, tratando-se de um menino absolutamente pacato, impedido até de ouvir ou aprender música árabe. Muito estranho isso tudo, para nós não fundamentalistas. E o Sr. diretor, que é radicado em Paris há anos (ao que consta desde antes do golpe de estado dos Aiatolás), não nos diz o propósito deste filme, ou, se diz, o faz de modo demasiado sutil para a grande maioria do público. Se assim foi, perdoe-me a minha ignorância.
Esse filme iraniano é cheio de boas intenções e a história trata de um garoto que faz de tudo para se aproximar da música, para desgosto de seu pai. Esse filme não seria nada demais se não tivesse a presença luminosa da bela (e ainda jovem) atriz Golshifteh Farahani. O coitado do jovem (e fraco) protagonista foi implacavelmente ofuscado.
O quê o extremismo religioso e a contrapartida vontade de viver livre causam nas relações entre as gerações, é um conflito universal, não é prerrogativa do islamismo, nem do judaismo, nem do catolicismo e nem de todas as outras religiões. Achei o filme muito primário, para não dizer primitivo.
gostei do filme. Mostra o confronto entre o antigo e o novo Irã, representados pelo pai e pelo filho.
Gostei da história , mas achei um pouco confusa.