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Oriente Médio: Fundamentalismo Religioso

ORIENTE MÉDIO

CONTEXTO HISTÓRICO-GEOGRÁFICO

O Oriente Médio pertence ao continente asiático, mas sua posição é estratégica, por estar no encontro entre os 3 continentes que compõem o Velho Mundo: Europa, Ásia e África. Portanto, a região é um antigo ponto de passagem entre o oeste e o sudoeste da Ásia, o sudeste da Europa, o Nordeste da África, e entre os mares Mediterrâneo, Vermelho e Arábico, além do Golfo Pérsico, Golfo de Omã e, posteriormente, o Canal de Suez. Ao longo da história, foi ocupado e disputado por diversos povos e esteve sob domínio de diferentes Impérios, como por exemplo:
Assírio - 729 a.C a 612 a.C.
Babilônico - 626 a.C. a 539 a.C.
Persa - 549 a.C. até 330 a.C.
Romano - 27 a.C. até 476 d.C.
Mongol – 1206 até 1368 d.C.
Otomano – 1299 a 1922

CARACTERÍSTICAS

Podemos considerar 8 fatores que distinguem e caracterizam a região:
1. Riqueza de recursos minerais estratégicos, como o Petróleo;
2. Posição geográfica estratégica;
3. Diversidade étnica, religiosa e cultural;
4. Existência de conflitos históricos;
5. É o berço das 3 grandes religiões monoteístas (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo) que cultuam o Deus Abraamico;
6. Existencia de grupos extremistas islamicos, como ISIS e Al Qaeda;
7. Permanencia de conflitos de cunho étnico-religioso;
8. A predominância de climas áridos, de desertos e a escassez de água doce.

Dos fatores acima elencados, é notório que alguns deles, especialmente o primeiro, são os que fazem com que a região ainda seja disputada e se configure em palco de conflitos onde interesses locais e internacionais ora se aliam, ora rivalizam.

CONFLITOS

Dentre os conflitos ocorridos na região, de épocas mais remotas até o tempos mais recentes, podemos listar:
Hebreus lutando contra dominação de outros povos, como Babilônicos e Romanos.
Conflitos entre cristãos e muçulmanos durante as Cruzadas.
Disputa pelo controle do Canal de Suez.
Disputa territorial entre potencias coloniais européias.
Conflito entre judeus e palestinos, iniciado com criação do Estado de Israel.
Ocupação norte-americana no Afeganistão depois dos atentados de 11/09/2001.
Ocupação norte-americana no Iraque, iniciada em 2003, que depôs e prendeu o ditador Saddan Hussein.
Conflitos entre os curdos pela independência de seu território e criação de um estado Curdo Independente.
Sanções internacionais impostas ao Irã por conta de seu programa nuclear.
Guerra civil da Síria.
Expansão de grupos terroristas como o EI/ISIS.

JUDAÍSMO

O judaísmo remete a uma continuidade histórica que abrange mais de 3.000 anos. É uma das mais antigas religiões monoteístas, que sobrevive até os dias atuais, e a mais antiga das três grandes religiões abraâmicas.

Apesar de denominados como hebreus/israelitas em grande parte da Bíblia e da Torah, eles já foram referidos como judeus nos livros posteriores, como o Livro de Ester, com o termo judeus substituindo a expressão "Filhos de Israel. Os textos, tradições e valores do judaísmo influenciaram mais tarde outras religiões monoteístas, tais como o cristianismo, o islamismo e a Fé Bahá'í.

Abraão é saudado como o primeiro hebreu e o pai do povo judeu. Como recompensa por seu ato de fé em um Deus, foi prometido que Isaac, seu segundo filho, herdaria a Terra de Israel (então chamada Canaã). Mais tarde, os descendentes de Jacó (filho de Isaac) foram escravizados no Egito. Após séculos de escravidão, Deus ordenou a Moisés que libertasse o povo hebreu da escravidão do Egito e os liderasse ruma a Terra Prometida, numa jornada que ficou conhecida por o Êxodo.

De acordo com a tradição judaica, no Monte Sinai, eles receberam a Torá — ou Pentateuco, que são os cinco livros escritos ou revelados a Moisés. Estes livros, juntos com Nevi'im e Ketuvim formam o Torah Shebikhtav em oposição à Torá Oral, que se refere a Mishná e ao Talmude. Deus em seguida levou-os para a terra de Israel, onde o tabernáculo foi implantado na cidade de Siló por mais de 300 anos para reunir a nação contra os ataques de inimigos. Conforme o tempo passava, o nível espiritual da nação recuou até o ponto em que Deus permitiu que os filisteus capturassem o tabernáculo. Então sucederam-se os reinos de Saul, David e Salomão. Posteriormente os judeus/hebreus foram escravizados pelos Babilonicos e depois a região da ''Terra Santa'', onde hoje fica Israel, foi dominada pelos Romanos.

Os livros sagrados dos judeus são o Tanack e o Talmude. O Tanakh ou Tanach, em hebraico תנ״ך , é um acrônimo utilizado dentro do judaísmo para denominar seu conjunto principal de livros sagrados, sendo o mais próximo do que se pode chamar de uma Bíblia judaica. O conteúdo do Tanakh é equivalente ao Antigo Testamento, porém com outra divisão.

De acordo com a tradição judaica, o Tanakh consiste de vinte e quatro livros. A palavra é formada pelas sílabas iniciais das três porções que a constituem, a saber: Torah, Neviim e Kethuvin. A Torá ou Torah (do hebraico תּוֹרָה , significando instrução, apontamento, lei) é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh (também chamados de Hamisha Humshei Torah, חמשה חומשי תורה - as cinco partes da Torá) e que constituem o texto central do judaísmo.

O Talmude (em hebraico: תַּלְמוּד, transl. Talmud) é um livro Sagrado dos judeus, um registro das discussões rabínicas que pertencem à lei, ética, costumes e história do judaísmo. É um texto central para o judaísmo rabínico.

Os principais ritos ou rituais sagrados do judaísmo são o Brit milá e o B'nai Mitzvá. O Brit milá (em hebraico: ברית מילה literalmente "aliança da circuncisão"). É o nome dado à cerimônia religiosa dentro do judaísmo na qual o prepúcio dos recém-nascidos é cortado ao 8º dia como símbolo da aliança entre Deus e o povo de Israel. Também é nesta cerimônia que o menino recebe seu nome. O Mohel é aquele que é responsável por efetuar a remoção do prepúcio. O Sandak, título derivado do grego, significa "padrinho" e é a pessoa que recebe a honra de segurar a criança que receberá a circuncisão. Por fim, o Kvater é o casal escolhido para trazer a criança até o lugar em que receberá a circuncisão.

Para as meninas, há o Zeved habat, em hebraico זבד הבּת, que designa a cerimõnia de recebimento do nome das meninas judias, sendo paralela ao ritual de Brit milá para meninos. Na cerimônia de Zeved habat , o pai da menina comparece a Sinagoga no primeiro Shabat após o nascimento desta . O rabino abençoa os pais da menina , que recebe o seu nome hebraico.

Por fim, o B'nai Mitzvá corresponde a um rito de transição entre a infancia e a idade adulta. O menino passa a ser Bar Mitzvá ( בר מצוה filho do mandamento). A menina passa a ser Bat Mitzvá (בת מצוה filha do mandamento). Ao completar 13 anos, o homem é chamado pela primeira vez para a leitura da Torá (conhecido como Pentateuco pelos cristãos). Ao ser chamado pela primeira vez, o jovem pode, a partir daí, integrar o miniam (quórum mínimo de 10 homens adultos para realização de certas cerimônias judaicas).

ISLAMISMO

Islamismo, Islão ou Islã (em árabe: إسلام), é uma religião abraâmica monoteísta fundada pelo profeta Mohammed no século VI d. C. É articulada pelo Alcorão, um texto considerado pelos seus seguidores como a palavra literal de Deus (Alá ou Allah, em árabe: الل). Um adepto do Islamismo é chamado de muçulmano ou islâmico.

Os muçulmanos acreditam que Allah é único e incomparável e o propósito da existência é adorá-Lo. Eles também acreditam que o Islã é a versão completa e universal de uma fé primordial que foi revelada em muitas épocas e lugares anteriores, incluindo por meio de Abraão, Moisés e Jesus, que eles consideram profetas. Os seguidores do Islã afirmam que as mensagens e revelações anteriores foram parcialmente alteradas ou corrompidas ao longo do tempo, mas consideram o Alcorão (ou corão) como uma versão inalterada da revelação final de Allah.

Na tradição muçulmana, Mohammed é visto como o último de uma série de profetas principais que propagaram as mensagens do Deus único de Abraão. Durante os últimos 22 anos de sua vida, começando aos 40 anos, Maomé relatou revelações divinas transmitidas a ele através do arcanjo Gabriel (Jibril). O conteúdo dessas revelações, conhecido como o Alcorão, foi memorizado e gravado por seus companheiros.

Durante esta época, Maomé pregava ao povo na cidade de Meca, implorando-os a abandonar o politeísmo e adorar Allah.

Embora alguns tenham se convertido ao Islã, Maomé e seus seguidores foram perseguidos pelas autoridades de Meca. Muitos dos primeiros convertidos ao Islã eram os pobres e escravos. A elite de Meca acreditava que Maomé iria desestabilizar a ordem social através da pregação de uma religião monoteísta, da igualdade racial e incutindo ideais de liberdade nos pobres e nos escravos.

Disso resultou a fuga de Maomé e seus seguidores para Medina, no ano de 662 d. C., o que ficou conhecido como Hégira. A Hégira é o ponto axial, o marco divisor no calendário muçulmano. Em 629, Maomé foi vitorioso na conquista, quase sem derramamento de sangue, da cidade de Meca, e até ao momento da sua morte, em 632 (com a idade de 62), ele conseguiu unir as tribos da Arábia sob um único sistema político e religioso.

O Islamismo baseia-se em 6 crenças principais:
1. A crença em um único Deus;
2. A crença nos anjos, seres criados por Deus;
3. A crença nos livros sagrados, entre os quais além do Alcorão e da Sunna, se encontram a Torah, os Salmos e alguns Evangelhos.
4. A crença em vários profetas enviados à humanidade, dos quais Maomé é o último;
5. A crença no dia do Julgamento Final, no qual as ações de cada pessoa serão avaliadas;
6. A crença na predestinação: Deus tudo sabe e possui o poder de decidir sobre o que acontece a cada pessoa.

As cinco práticas que constituem-se nos pilares do Islã, constituiundo-se em deveres básicos de cada muçulmano, são:
Sahada - a recitação e aceitação da crença;
Salat - orar cinco vezes ao longo do dia ;
Zakat - pagar esmola;
Syam - observar o jejum no Ramadã;
Hajj - fazer a peregrinação a Meca se tiver condições físicas e financeiras.

Porém, os muçulmanos Xiitas consideram ainda três práticas como essenciais à religião islâmica:
Jihad - ou "guerra santa", que pode ser interpretado com a conversão de infiéis ou o seu extermínio;
Amr-Bil-Ma'rūf - "exortar o bem", que convoca todos os muçulmanos a viver uma vida virtuosa e encorajar os outros a fazer o mesmo;
Nahi-Anil-Munkar - "proibir o mal", que orienta os muçulmanos a se abster do vício e das más ações, e também encorajar os outros a fazer o mesmo.

Assim como o Judaísmo e o Cristianismo, Islamismo também possui divisões internas:
Sunitas - entre 80% e 90% dos seguidores.
Xiitas – entre 10% a 20% dos seguidores.
Kharijitas – cerca de 1% dos seguidores.
Sufistas – menos de 1% dos seguidores.

Os livros sagrados do Islamismo são o Alcorão (Qur'an, "recitação") e a Sunna.

Quanto ao Alcorão ou Corão, os muçulmanos acreditam que Maomé recebeu esses ensinamentos de Deus por intermédio do anjo Gabriel, através de revelações que ocorreram entre 610 e 632 d.C. Maomé recitou essas revelações aos seus companheiros, muitos dos quais se diz terem memorizado e escrito no material que tinham à disposição (omoplatas de camelo, folhas de palmeira, pedras…). As revelações a Maomé foram mais tarde reunidas em forma de livro. Considera-se que a estruturação do Alcorão como livro ocorreu entre 650 e 656, durante o califado de Otman.

O Alcorão está estruturado em 114 capítulos chamados suras. Cada sura está por sua vez subdividida em versículos chamados ayat. Os capítulos possuem tamanho desigual (o menor possui apenas três versículos e os mais longos 286 versículos) e a sua disposição não reflete a ordem da revelação. Considera-se que 92 capítulos foram revelados em Meca e 22 em Medina.

A Sunna é mais aceita pelos Sunitas (cujo nome deriva de Sunna) é conhecida graças aos Ahadith, que são narrações acerca da vida do profeta ou o que ele aprovava, que chegaram até nossos dias através de uma cadeia de transmissão oral a partir dos Companheiros de Maomé.

Os Sunitas são a maior denominação do Islã e representa 75%-90% de todos os muçulmanos. Os muçulmanos sunitas também são conhecidos pelo nome Ahl as-Sunnah, que significa "povo da tradição [de Maomé]". Os hadiths, ou contos, descrevem as ações e características pessoais de Maomé, e são preservados nas tradições conhecidas como Al-Kutub Al-Sittah (seis grandes livros). Os sunitas seguem quatro ramos: Hanafismo, Hanbalismo, Maliquismo, Shafi'i ou Salafismo.

Os sunitas acreditam que os primeiros quatro califas eram os legítimos sucessores de Maomé, uma vez que Deus não especificou nenhum líder específico para sucedê-lo e os líderes foram eleitos. Os sunitas acreditam que qualquer um que é justo e correto pode ser um califa, mas eles têm de agir de acordo com o Alcorão e do Hadith, a exemplo de Maomé e dar ao povo os seus direitos.

Enquanto os Sunitas acreditam que um califa deve ser eleito pela comunidade, os Xiitas acreditam que Maomé indicou seu genro, Ali ibn Abi Talib, como seu sucessor e apenas certos descendentes de Ali poderiam ser imames (líderes). Como resultado disso, eles acreditam que Ali ibn Abi Talib foi o primeiro imame, rejeitando a legitimidade dos califas muçulmanos anteriores Abu Bakr, Uthman ibn al-Affan e Umar ibn al-Khattab.O islã xiita tem vários ramos: Xiismo duodecimano, Zaiditas, Ismaelitas, Mustaali, Drusos, Alauítas e Alevitas.

Irã e Iraque sãos os únicos 2 países de população majoritariamente muçulmana em que e a maioria da população é Xiita, não Sunita. Apesar dos Xiitas estarem popularmente mais associados oa extremismo islamico e ao terrorismo, o grupo Estado Islamico, ou ISIS, é Sunita Wahabita e persegue não apenas judeus, cristãos e seguidores de outras religiões, mas também Xiitas e Sufitas.

Cerca de 13% de muçulmanos vivem na Indonésia, o maior país muçulmano do mundo. 25% vivem no Sul da Ásia, 20% no Oriente Médio, 2% na Ásia Central, 4% nos restantes países do Sudeste Asiático e 15% na África Subsaariana.

Comunidades islâmicas significativas também são encontradas na China, na Rússia e em partes da Europa. Comunidades convertidas e de imigrantes são encontradas em quase todas as partes do mundo. Com cerca de 1,57 Bilhão de muçulmanos, compreendendo cerca de 23% da população mundial, o Islã é a segunda maior religião e uma das que mais crescem no mundo.

Lista editada há 1 mês

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