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Data de lançamento
16 Maio 2003Duração
Após a queda do regime talibã no Afeganistão as mulheres podem voltar a cursar escolas. Uma delas é Noqreh (Agheleh Rezaie), que vai à escola escondida devido a desaprovação de seu pai (Abdolgani Yousefrazi). Na escola é realizado um debate entre jovens que sonham em se tornar presidente do Afeganistão, o que faz com que Noqreh passe a sonhar com a idéia. Entretanto ela precisa lidar com a dura realidade do seu país, que inclui sua cunhada Leylomah (Marzieh Amiri) e o bebê dela, que não tem o que comer.
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Bom filme, narrando história melancólica que se passa no Afeganistão devastado pela guerra com a URSS, o governo do regime Talibã e a invasão dos EUA. A população vive nas ruínas do que restou e se encontra abandonada à própria sorte, vendo seus problemas aumentarem com o ingresso de refugiados paquistaneses no país. Um caos sem tamanho, bem registrado no filme (em que pese de modo um tanto apelativo e com alguns exageros). E o pior é que se trata de miséria endêmica de um povo com baixíssimo IDH, mergulhado há anos no atraso pela doutrinação radical do islã, sem perspectiva de mudança para melhor a curto ou médio prazos.
"Eles (os líderes afegãos) reunião um conselho de sábios para decidir se entregam ou não Bin Laden para os americanos. Eu não entregaria um muçulmano para os infiéis americanos. Bin Laden é nosso convidado, e ele é um muçulmano. Ele não pode ser morto pelos infiéis."
Quando eu pensar em reclamar de algum problema da minha vida vou rever esse filme, que realidade dura! Não sei como as mulheres toleram viver numa sociedade assim, que as anula de todas as formas. Segundo filme que assisto dessa diretora, já tinha gostado muito de A Maçã, e esse aqui também é bom. Vou procurar mais coisa dela.
O filme começa bem principalmente quando as garotas na escola debatem sobre elas poderem disputar a presidência do país, depois vai decaindo e volta a ficar bom nos minutos finais quando os dois idosos falam sobre politica.
"Good thing that women gave birth to men, otherwise you would say we were incapable of that too."
Impecável a cena em que o soldado francês saúda a "futura presidente".
Sempre que eu pensar em reclamar da vida vou lembrar deste filme, porque difícil é viver no Afeganistão, e mais difícil ainda é ser mulher no Afeganistão. A imagem da protagonista não me sai do pensamento, é uma personagem poderosa e cativante.