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Data de lançamento
2 Maio 2005Duração
Balian (Orlando Bloom) é um jovem ferreiro francês, que guarda luto pela morte de sua esposa e filho. Ele recebe a visita de Godfrey de Ibelin (Liam Neeson), seu pai, que é também um conceituado barão do rei de Jerusalém e dedica sua vida a manter a paz na Terra Santa. Balian decide se dedicar também à esta meta, mas após a morte de Godfrey ele herda terras e um título de nobreza em Jerusalém. Determinado a manter seu juramento, Balian decide permanecer no local e servir a um rei amaldiçoado como cavaleiro. Paralelamente ele se apaixona pela princesa Sibylla (Eva Green), a irmã do rei.
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Só tinha assistido na época do dvd e pouco lembrava, mas achava meio confuso e nessa revisão confirmei meu pensamento.
A história é boa, mas acho a montagem meio confusa e alguns aspectos com desenvolvimento questionável.
Vejo a galera falando da versão extendida que cobre muitas das lacunas. Talvez algum dia assista essa versão.
01-10-2026 - Revisto
Filme excelente! Assisti a primeira vez em 2026. Saladino é uma figura super interessante, assim como o Balduino IV.
A cena do médico beijando a Mão do rei leproso é umas das mais impactantes.
Assisti esse filme por conta do recente filme A odisseia. Talvez as minhas expectativas estivessem la em cima, que fique claro que nao quero comparar os filmes. Eu esperava bem mais desse Cruzadas. Sei que é um classico e conceituado filme, mas talvez naquela epoca (2005). Não me conectei, nao entendi os enredos e o peso do Saladino. Pesquisei sobre ele e realmente foi uma figura importante mas nao senti isso no filme. Tentei assistir 3x.
Cruzada: Versão do Diretor - 9/10
Acredito que é um dos filmes que vi que mais é enriquecido com uma nova versão. Engraçado que mais uma vez o Ridley Scott tá envolvido nesse tipo de situação. Há todo um novo arco e um personagem importante que amarra várias pontas e fortalece ações tomadas durante a história. O filme não é tão fidedigno a história e nem precisa.
Ainda assim, o arco inicial até a história caminhar para Jerusalém é meio perdida, eu esperava que essa versão melhorasse isso, mas não é aqui que as novas cenas aparecem. Pena que Liam Neeson poderia ter mais tempo de tela em detrimento de Orlando Bloom, um protagonista que precisa está constantemente sendo elevado e principalmente descrito pela sua falta de carisma para fazer jus ao papel de principal. A ascensão dele é fantasiosa, algo minimamente semelhante ocorre em Barry Lyndon. Mas nesse último há todo um cinismo de "trancos e barrancos", desvio de caráter, que levam o protagonista a isso. Em Cruzada não.
Os coadjuvantes são bons, contudo. Edward Norton, aqui sempre de máscara vivendo Balduíno IV, transmite uma grandeza de serenidade e poder. O ator que faz o Saladino e seu ajudante também estão muito bem, assim como Jeremy Irons. Porém, Eva Green é quem mais se beneficia dessa nova versão, grande parte das cenas novas têm relação com sua personagem.
As cenas de batalha e de cavalgadas são muito iradas. A fotografia, alternando o azul da frieza europeia com um laranja do Oriente médio climatiza demais o filme. Scott é o cara para filmar esses épicos.
Cruzada não é perfeito, mas em tempos de extremismo e fanatismo religioso ainda mais exacerbados é uma ótima lembrança e crítica. Interessante como o filme é religioso, eu diria, manifesta a fé na existência de um Deus (principalmente por acreditar na humanidade), ao mesmo tempo que bate na ganância desses e nas suas atitudes sempre justificadas pelo nome de Deus e pela fé.
Uma curiosidade é que o personagem do Orlando Blom, o Balian de Ibelin, sempre viveu em Jerusalém. Ele não é francês como é posto no filme.
Talvez não exista outro diretor na nossa época que consiga dirigir com tanta precisão filmes com temática medieval como Ridley Scott, principalmente as cenas de batalha. O corte original é um filme mais voltado para a ação, enquanto a versão extendida apresenta um maior aprofundamento histórico e melhor desenvolvimento dos principais personagens e portanto mais coerente com a relevância do tema retratado.