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Data de lançamento
4 Out. 2019Duração
Vendedor de discos em uma loja pequena e comediante de pouco sucesso, Rudy Ray Moore vê sua vida mudar quando começa a ouvir as histórias das ruas para renovar seu repertório, inserindo piadas sujas e repletas de palavrões. Não demora muito para que ele faça imenso sucesso, migrando o sucesso nas casas de show para discos extremamente populares, entre a população negra norte-americana. Decidido a ampliar seus horizontes, Rudy decide rodar por conta própria um filme estrelado por seu alter-ego Dolamyte, um cafetão bom de briga que sabe lutar Kung Fu. O que ele não imaginava era que fazer cinema fosse algo tão complicado quanto conseguir que seu filme seja exibido em circuito comercial.
O filme presta homenagem ao cineasta Rudy Ray Moore, conhecido por ter interpretado o personagem Dolemite tanto em suas apresentações de stand-up quanto em uma série de filmes de "blaxploitation", que começou com o filme Dolemite em 1975.
Eddie Murphy era fã ávido de Rudy Ray Moore e tentava tirar esse projeto do papel desde o final dos anos 1990. Os dois chegaram a se encontrar pessoalmente antes da morte de Moore em 2008, e o comediante veterano deu sua bênção para que Murphy o interpretasse nos cinemas.
A produção conseguiu retratar bem tanto o personagem quanto a época em que os fatos aconteceram. A reconstituição de época da Los Angeles dos anos 70 é impecável e todos atores souberam entrar na brincadeira, principalmente na parte da gravação do filme amador.
As rimas obscenas que o Dolemite vai improvisando nas apresentações também arrancam boas risadas e mostram que o Eddie Murphy estava muito à vontade com o personagem. As cenas pastelão depois de um tempo acabam se tornando repetitivas e cansando um pouco, mas imaginar que tudo aquilo é baseado em fatos reais (como comprovam as imagens durante os créditos) faz o esforço valer a pena.
No fim pode se dizer que é até uma comédia inspiradora, o que faltava de talento para o Rudy Ray Moore sobrava em perseverança!
Curiosidades: No filme, a jornada de gravação do filme "Dolemite" (1975) passa a impressão de ser a aventura de um homem na casa dos 30 ou 40 anos correndo atrás do seu primeiro grande sonho. Na vida real, Rudy Ray Moore já tinha quase 50 anos quando financiou e estrelou o filme.
As cenas que mostram a gravação do filme foram rodadas nos mesmos locais reais de Los Angeles onde o filme de 1975 foi feito, incluindo o dilapidado Hotel Dunbar.
Ei Shrek, seu grande filho da puta comedor de bosta de rato, vamos logo salvar o rabo ruivo da vadia da princesa Fiona
Cara adorei o filme achei muito divertido e engraçado.
Quem diria que o carisma do Eddie Murphy conseguiria salvar até um filme da Netflix? Tá explicado por que ele precisava voltar aos holofotes.
Funcionário de uma loja de discos, Rudy Ray Moore (Eddie Murphy) torna-se cantor, compositor e humorista stand up, até virar um fenômeno no cinema alternativo com o filme ‘Dolemite’ (1975), um marco do movimento Blaxploitation.
Filme biográfico que relembra a trajetória do hoje esquecido Rudy Ray Moore (1927-2008), ator, comediante, compositor, conhecido como ‘Padrinho do rap’, que participou de um ciclo de filmes no auge do movimento Blaxploitation que se tornaram populares – a Blaxploitation serviu como trampolim para atores e atrizes pretos e pretas conseguirem espaço na indústria de cinema de Hollywood, com protagonismo, em pleno desdobramento da Black Power e das manifestações em prol dos direitos civis, entre o final dos anos 60 e todo o decorrer dos anos 70. Não só atores e atrizes, mas produtores, roteiristas, diretores e equipe técnica composta por pessoas pretas tiveram liberdade de trabalho no cinema nesse período. Eddie Murphy brilha no papel do desbocado Rudy Ray Moore, desde seu começo de carreira numa loja de discos, passando pela gravadora do mesmo grupo; depois lançaria álbuns, virou comediante stand up e iniciou-se como ator – seu primeiro sucesso foi a comédia policial ‘Dolemite’, no papel central, de um cafetão que sai da cadeia com o objetivo de se vingar dos bandidos e policiais que o incriminaram indevidamente. Depois vieram mais dois exemplares da Blaxploitation, ousados, infames e cultuadíssimos, a continuação de ‘Dolemite’ (1975), ‘O tornado humano’ (1976), e o terror com comédia macabra e nonsense ‘O genro do diabo’ (1977).
Não só Eddie é um estouro, mas todo o elenco, com destaque para Wesley Snipes como o diretor por trás de ‘Dolemite’, D'Urville Martin (1939-1984) – na época defendi que ele deveria ter sido indicado ao Oscar de melhor coadjuvante. Em 2020, pelo papel, Murphy concorreu aos principais prêmios daquele ano, como Critics Choice e Globo de Ouro. ‘Meu nome é Dolemite’ foi exibido no Festival de Toronto e tem como roteirista a dupla de ‘O povo contra Larry Flint’ (1996), Scott Alexander e Larry Karaszewski. Quem dirige é Craig Brewer, de ‘Ritmo de um sonho’ (2005). Produção da Netflix, disponível no catálogo da plataforma. POR FELIPE BRIDA - BLOG Cinema-naweb