eu comecei a me lembrar das amizades de minha própria infância, da inocência da visão de mundo contrastante (aquela cena do Kiichi matando inocentemente os caranguejos... phoda). Nobuo e Kiichi me fizeram abrir portas da memória de como é poderosa e mágica a paixão inocente e intensa da amizade infantil. Cada sorriso, cada lágrima... que filme... E o final me destruiu em vários pedacinhos. E as amizades que também nós não perdemos na poeira do tempo? Como eles estão depois de nós?
Um filme comovente. Esta é uma verdadeira representação do maravilhoso conto de Teru Minamoto "Doro no Kawa" e há uma ausência de nostalgia e sentimentalismo que acrescenta ao filme, esta não é uma representação "Disney" da infância. Um dos meus filmes favoritos de todos os tempos, lá em cima com "To Kill a Mockingbird" e "Cinema Paradiso" A atuação é quase perfeita e o retrato do pai é um daqueles momentos importantes de um ator pregando o papel de um homem...
Bom filme sem dúvida, mas senti falta de "algo mais" na história, como de onde a mãe conseguia os clientes, ondes as crianças ficavam durante os programas, e a mulher doente em outra cidade era quem afinal?, enfim. Sei que o foco principal é a relação dos meninos, mas ainda assim faltou algo pra mim. Nota 7,5.
Produção japonesa em preto e branco da Kimura Productions indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro - o vencedor do ano foi o húngaro Mephisto (81). Foi o 1° de 6 filmes do diretor Kôhei Oguri. As filmagens aconteceram em Kyoto e Osaka, no Japão.
Em 1956, durante o verão, dois meninos, cujos pais trabalham na foz de um rio lamacento em Osaka, tornam-se amigos íntimos. Os "negócios" das duas famílias são, na verdade, restaurantes e prostituição. Quando Kiichi Matsumoto, o filho de uma prostituta, perde seu dinheiro de bolso durante o Festival Tenjin, Nobuo Itakura, o filho do dono do restaurante, é convidado para ir à sua casa, na verdade, um barco flutuante à beira de um rio, e ele descobre a verdade.
Drama triste e tocante, uma raridade oriental com uma trilha sonora ainda mais comovente. Um filme que alcança uma rara visão poética da inocência entre um povo se recuperando de uma terrível guerra vista pelos olhos de dois garotos (entre 10 e 11 anos) que se encontram nas margens de um rio movimentado na Osaka bombardeada. As composições são cuidadosamente elaboradas e a melancolia poética da situação das pessoas é tocante do início ao grande final. Um filme obrigatório aos amantes do cinema.
Que filme incrivel... e bem triste tb!
Um dos melhores filmes sobre a infância que eu já vi. Tô arrasado. Do meio do filme para o final,
eu comecei a me lembrar das amizades de minha própria infância, da inocência da visão de mundo contrastante (aquela cena do Kiichi matando inocentemente os caranguejos... phoda). Nobuo e Kiichi me fizeram abrir portas da memória de como é poderosa e mágica a paixão inocente e intensa da amizade infantil. Cada sorriso, cada lágrima... que filme... E o final me destruiu em vários pedacinhos. E as amizades que também nós não perdemos na poeira do tempo? Como eles estão depois de nós?
Um filme comovente. Esta é uma verdadeira representação do maravilhoso conto de Teru Minamoto "Doro no Kawa" e há uma ausência de nostalgia e sentimentalismo que acrescenta ao filme, esta não é uma representação "Disney" da infância. Um dos meus filmes favoritos de todos os tempos, lá em cima com "To Kill a Mockingbird" e "Cinema Paradiso" A atuação é quase perfeita e o retrato do pai é um daqueles momentos importantes de um ator pregando o papel de um homem...
Bom filme sem dúvida, mas senti falta de "algo mais" na história, como de onde a mãe conseguia os clientes, ondes as crianças ficavam durante os programas, e a mulher doente em outra cidade era quem afinal?, enfim. Sei que o foco principal é a relação dos meninos, mas ainda assim faltou algo pra mim. Nota 7,5.
Produção japonesa em preto e branco da Kimura Productions indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro - o vencedor do ano foi o húngaro Mephisto (81). Foi o 1° de 6 filmes do diretor Kôhei Oguri. As filmagens aconteceram em Kyoto e Osaka, no Japão.
Em 1956, durante o verão, dois meninos, cujos pais trabalham na foz de um rio lamacento em Osaka, tornam-se amigos íntimos. Os "negócios" das duas famílias são, na verdade, restaurantes e prostituição. Quando Kiichi Matsumoto, o filho de uma prostituta, perde seu dinheiro de bolso durante o Festival Tenjin, Nobuo Itakura, o filho do dono do restaurante, é convidado para ir à sua casa, na verdade, um barco flutuante à beira de um rio, e ele descobre a verdade.
Drama triste e tocante, uma raridade oriental com uma trilha sonora ainda mais comovente. Um filme que alcança uma rara visão poética da inocência entre um povo se recuperando de uma terrível guerra vista pelos olhos de dois garotos (entre 10 e 11 anos) que se encontram nas margens de um rio movimentado na Osaka bombardeada. As composições são cuidadosamente elaboradas e a melancolia poética da situação das pessoas é tocante do início ao grande final. Um filme obrigatório aos amantes do cinema.