Nos Estados Unidos, em 1844, a filha de um fazendeiro, Miranda Wells, é convidada por Nicholas Van Ryn, um parente distante, para viver em sua mansão para fazer companhia para sua filha. Ao chegar com muitas esperanças, Miranda percebe que Van Ryns é um tanto estranho. Os pais conhecem muito pouco a própria filha Katrine. Nicholas enfrenta uma revolta de seus empregados na fazenda, os escravos fazem queixas e xingamentos. E o que realmente faz Nicholas na solidão de seu quarto?
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Não conhecida este belo drama que achei ao acaso no Youtube.
A belíssima Gene Tierney perfeita como a moça ingênua que se apaixona pelo homem rico e misterioso vivido por Vincente Price, que depois se tornaria uma referência no cinema de horror.
Drama, romance, um pouco de crítica social se mesclam nesta envolvente narrativa com uma atmosfera gótica e sombria.
O estilo gótico e atmosférico presente neste clássico é só um dos importantes detalhes que chamou a minha atenção. Filme de estreia de Joseph L. Mankiewicz como diretor e roteirista, "O Solar de Dragonwyck", continua impecável e envolvente. Gene Tierney (como adoro essa atriz!) e Vincent Price deram um show de interpretação. Este thriller te prende do inicio ao surpreendente e inesperado epílogo. Imperdível!
"Dragonwyck" (O Solar de Dragonwyck) marca a estreia de Joseph Mankiewicz (Mank) como diretor e roteirista em um mesmo filme. Antes, Mank alternava essas funções, ora dirigindo, roteirizando ou produzindo. A história do longa é uma adaptação do livro 'Dragonwyck', escrito por Anya Seton, e lembra um pouco o enredo de Rebecca, filme que Alfred Hitchcock levara às telas de cinema 6 anos antes.
Em "Dragonwyck" o protagonista é interpretado por Vincent Price, um ator que, anos mais tarde viria a tornar-se o vilão dos filmes de Roger Corman. Vincent tinha uma performance teatral poderosa e, neste filme, transpõe apenas com sua voz e expressões do rosto as fronteiras entre o perverso e o sedutor, o louco e o tirano. Seu personagem, um rico herdeiro de terras - Nicholas Van Ryn - é o espelho de uma aristocracia doente, envaidecida pelas riquezas que mantém devido à exploração da força de trabalho alheia.
Talvez Mank quisesse registrar uma crítica social, visto que destaca a humilhação sofrida pelos trabalhadores e mostra como eles se insurgem contra Nicholas, reivindicando o direito ao que cultivam. Foi válido destacar esses absurdos, ainda mais considerando-se a época em que filme foi lançado (logo após o término da guerra), mas o problema de muitos enredos é a construção da personalidade do anti-herói calcada em características estereotipadas, como a do ateu preconceituoso. Afinal, nem todo religioso é bom; e nem todo ateu é mau.
Destaco também o pomposo cenário construído para o filme, que deve ter custado alguns milhões de dólares à Twentieth Century Fox.
Que filme estranho e fraco... não tem terror, não tem romance, não tem luta contra o opressor...nada, só a ideia.
Adorei a atmosfera sombria e gótica do filme, muito bem construida! Atuações maravilhosas, com destaque pro Vincent Price e pra linda Gene Tierney. Glenn Langan também estava ótimo!