Dirigido por
Data de lançamento
26 Set. 2003Duração
Alex Rose (Ben Stiller) e Nancy Kendricks (Drew Barrymore) formam um jovem casal que tem um sonho de consumo: ter um belo duplex, na cidade de Nova York. Quando eles enfim encontram o apartamento dos seus sonhos, precisam enfrentar um problema: a antiga moradora, uma velhinha simpática, se recusa a deixar o local. Para conseguir o apartamento, Alex e Nancy tomam uma decisão radical e decidem matá-la.
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Sempre achei que deveria ter a parte 2 onde eles dão o troco.
Dirigido por Danny DeVito, traz Ben Stiller e Drew Barrymore num casal divertido passando poucas e boas contra a Senhora Connelly, eu já tinha assistido e não lembrava quase nada, nem da reviravolta no final, ainda bem.
DUPLEX
Direção: Danny DeVito
Ano: 2003
Assistido em: 10/05/2026
A primeira vez que assisti a esse filme foi em uma sessão da Tela Quente lá pela meiuca dos anos 2000, e de lá para cá eu nunca tinha feito uma revisão. Agora, mais de vinte anos depois do lançamento, decidi que era hora de dar uma nova chance ao longa de Danny DeVito para descobrir se ele ainda tinha o mesmo poder de me encantar que teve originalmente. E, para minha surpresa, apesar de eu não ter morrido de gargalhar, Duplex continua bastante funcional.
Alex e Nancy acreditam finalmente ter encontrado o apartamento perfeito para começarem uma nova vida juntos no Brooklyn. Porém, a felicidade do casal rapidamente desaparece por causa da idosa que vive no andar superior e transforma a rotina dos dois em uma sequência constante de situações irritantes, desesperadoras e cada vez mais fora de controle.
A marca registrada de Danny DeVito sempre foi o humor negro. Ele constantemente leva esse tipo de narrativa para seus trabalhos, como aconteceu em Throw Momma from the Train (1987) e The War of the Roses (1989), e aqui não poderia ser diferente. Em Duplex, vemos um elemento muito comum em sua filmografia: pessoas normais sendo empurradas para situações cada vez mais absurdas até tudo sair completamente do controle. E o roteiro possui os ingredientes perfeitos para isso funcionar.
Alex e Nancy são um casal jovem e inocente que precisa lidar com a senhora Connelly, uma idosa aparentemente frágil e indefesa. Em um primeiro momento, os dois tentam agir com educação e paciência, evitando serem grosseiros com uma pobre velhinha. O problema é que, aos poucos, ela se revela um verdadeiro demônio disfarçado de senhora simpática, e é justamente dessa escalada absurda que o filme tira boa parte de seu humor.
O ponto mais interessante da trama é justamente como ela brinca com a questão da moralidade. Os protagonistas começam preocupados em não ofender nem magoar a pobre idosa, mas lentamente vão sendo empurrados para situações tão extremas que passam a cogitar maneiras de se livrar dela de uma vez por todas. Eu sou naturalmente desconfiado e me recordo de que, já na primeira vez em que assisti, nunca confiei totalmente na senhora Connelly. Então, quando as reviravoltas começam a surgir, eu não fui exatamente pego de surpresa.
Particularmente, eu nunca fui muito fã de Ben Stiller. Não acho que ele seja um ator engraçado. Em compensação, gosto bastante da Drew Barrymore, mas, sinceramente, ninguém aqui rouba mais a cena do que a veterana Eileen Essell. Para mim, ela é a grande surpresa. A atriz consegue transmitir toda a fragilidade e inocência de uma senhora idosa ao mesmo tempo que, quando necessário, se transforma em um verdadeiro Satanás com uma facilidade impressionante.
No frigir dos ovos, Duplex ainda funciona para mim. Não vou dizer que gargalhei, porque isso realmente não aconteceu em momento algum, mas vários sorrisos e risadas pontuais surgiram naturalmente durante a sessão. Entretanto, também entendo perfeitamente que esse tipo de humor não funciona para todos os públicos. Trata-se de uma comédia de humor negro que pode soar ofensiva em determinados momentos, principalmente para parte do público atual, que costuma ser muito mais sensível a certos temas do que o público do início dos anos 2000, mas acredito que quem resolve assisti-lo já sabe exatamente o que vai encontrar, e provavelmente receberá exatamente aquilo que procura.
Reassisti após anos, sem recordar de muito sobre as situações da história, e me diverti e fiquei revoltada tanto quanto na primeira vez.
Não é um filme que envelheceu mal. O humor é ótimo, o estresse que a velha causa é de arrancar os cabelos, a direção tem um bom timing cômico e o elenco está afiado.
Sem dúvidas, uma comédia totalmente excelente.
13.10.2004