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Data de lançamento
27 Out. 2022Duração
Quando Kosuke tinha 14 anos, sua mãe morreu. Como um jovem gay, ele passou a adolescência em uma vila rural e reprimiu seus sentimentos. Agora, Kosuke está crescido e trabalha como editor de uma revista de moda em Tóquio. Ele conhece Ryuta, que trabalha como personal trainer. A mãe de Ryuta o criou sozinha e ele é próximo de sua mãe. Kosuke e Ryuta sentem-se atraídos um pelo outro e às vezes passam um tempo com a mãe de Ryuta. Kosuke e Ryuta marcam um encontro para irem passear juntos, mas, nesse dia, Ryuta não aparece. Adaptado do romance autobiográfico "Egoist" de Takayama Makoto.
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12/11/23
O cara literalmente
morreu de tanto trabalhar
mesmo após a morte dele.
O filme é de 2022. Acho que as duas notas 5 estrelas dos colegas que viram primeiro me deixaram com a expectativa meio alta. Gostei da primeira metade, com as cenas amor fofo e sexo com muita química. Mas achei o evento que inicia a segunda metade (e tudo que veio depois dele) muito forçado. Nem mesmo explicou...
...a morte do Ryuta (embora possa se deduzir pela dor exagerada que ele sentiu ao dar uma leve batida de cabeça, no começo do filme). Mas foi estranho não ver os personagens comentarem isso ou o fato dele ser jovem demais para morrer.
Pra mim essas obras que chamam de BL tem um problema inerente. Elas nunca parecem surgir de uma inspiração genuína, mas da necessidade de produzir algo. Por isso por mais que tenham produção de ponta, elenco afiado e uma boa direção, nunca são memoráveis.
Obs. A cena do Kosuke "comprando" o Ryuta foi muito linda.
Extraordinário! Diferentemente do BL convencional, EGOIST (エゴイスト, 2023) entra com força e beleza na história do cinema queer japonês. Seu olhar humano e cuidadoso do cotidiano gay e homoerótico é marcado pela complexidade das relações humanas e do sentimento de perda. Caso não tenha visto as pérolas antigas do cinema gay nipônico, recomendo a minha lista GAY & JAPONESA, na qual pesquiso obras que abordaram (explicitamente ou não) a diversidade de sexo e gênero na terra do sol nascente. Dos idosos de Ozu aos laços familiares de Yamada, o imaginário de narrativas dramáticas de pessoas do cotidiano atravessou a história do cinema japonês e se manifesta ainda em obras atuais. Ao encarnar vidas queers invisíveis até então neste universo tradicional tão simples, familiar e nipônico, EGOIST ultrapassa os limites do BL, lembrando-nos de celebrar também os antepassados com uma afiliação direta ao clássico gay OKOGE (おこげ, 1992). Difícil ignorar o fato de que ambos produziram algumas das cenas de sexo mais lindas que já vi e, sobretudo, de cumplicidade entre amigos gays. Suzuki-san e Miyazawa-san - lindos de morrer - interpretam o casal Kōsuke e Ryūta que eu poderia assistir eternamente naquela cena em que um seca os cabelos do outro. É o amor! ゲイの愛ですよ。