Dois irmãos, Enrique e Rosa Xuncax, escapam com vida do massacre de sua tribo na Guatemala e decidem fugir para os Estados Unidos. Seu destino é Los Angeles, onde vão tentar viver como cidadãos normais. Mas eles terão de lidar com a dura condição de estrangeiros ilegais.
A fuga da Guatemala (mostrando a opressão e a esperança)
A travessia pelo México (enfrentando pobreza, exploração e risco de deportação)
A vida nos EUA (como imigrantes ilegais, lidando com solidão, preconceito e o sonho americano)
O filme retrata a ilusão de que "o norte" é um paraíso, contrastando com a realidade cruel de discriminação e trabalho exploratório.
No norte, dizem que os banheiros têm água que corre como rios..." (Rosa)
Não somos livres aqui. Não há lugar para nós.
Um poderoso golpe contra a enganação do sonho americano.
Filme sensacional, sensível e realista ao extremo (lembrando que é o início da década de 80), desmitificando o sonho americano. A fotografia é linda e a interpretação dos personagens principais passa uma verdade natural. Nota 8,0.
Um das melhores produções cinematográficas, se não a melhor, que eu já vi sobre a questão da imigração ilegal nos EUA. O contundente discurso final feito por um dos protagonistas sintetiza tudo o que foi mostrado durante a história que mostra a difícil trajetória de dois irmãos em busca de um lugar no mundo para viver. Com um trabalho de direção eficiente e uma dupla de protagonistas que consegue conquistar a nossa empatia o filme, que chegou a concorrer ao Oscar de melhor roteiro original, é daqueles que a gente lamenta ser conhecido por poucos. Eu confesso que só o conheci por estar na lista dos 1001 filmes para ver antes de morrer.
Um JAULA DE OURO dos anos oitenta. Dolorosamente atual.