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Dois amigos, Paco e Urko, se tornam viciados em heroína ao mesmo tempo. Apesar de serem filhos de famílias influentes (um deles é filho de um comissário de polícia e o outro de um influente deputado basco), a fim de conseguirem suas doses diárias da droga, eles se submetem a serem repassadores do tráfico e eventualmente praticam pequenos roubos. Entretanto, o vício torna-se incontrolável com o passar do tempo, o que desencadeará conflitos que vão além dos ferimentos honoríficos familiares.
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Bilbao, Espanha, década de 1980. Um comandante da Guarda Civil descobre que seu filho Paco, de 17 anos, que está esperando para entrar na Academia Militar, é um viciado em heroína. Urko, melhor amigo de Paco e filho de um líder de um movimento de independência Basca, também é um viciado em heroína. Em certo momento, Paco foge de casa, levando a pistola de seu pai com ele. Enquanto o Comandante começa a procurar seu filho, acompanhado pelo pai de Urko, ele começa a descobrir um mundo desconhecido e pouco a pouco, mudanças importantes acontecem nele. Paco e Urko são amigos e acabaram de se viciar em heroína. Para conseguir o dinheiro para suas doses, eles não hesitam em negociar, roubar e até mesmo matar. Drogas, marginalização, sexo, delinquência, violência, AIDS... neste filme, o diretor Eloy de la Iglesia aborda todos os elementos habituais do chamado "cine quinqui" (termo espanhol bastante em voga no final dos anos 70's e início dos 80's que definiam um cinema sobre a deliquência, bastante enviesados na Espanha principalmente), do qual ele foi um dos principais representantes, juntamente com José Antonio de la Loma. No filme, De la Iglesia reflete realisticamente a imersão dos dois jovens protagonistas no mundo da heroína, uma droga que durante os anos 80 causou estragos entre os jovens espanhóis e causou um aumento incomum na taxa de criminalidade. Com um roteiro do próprio Eloy de la Iglesia e Gonzalo Goicoechea, o filme estrelou José Luis Manzano, Javier García, José Manuel Cervino, Luis Iriondo, Quique San Francisco e Ovidi Montllor, entre outros. Manzano, que interpreta Paco, foi um dos muitos atores deste tipo de filme que morreu de vício em drogas, morrendo de overdose de heroína aos 29 anos de idade, pouco depois de ter sido libertado da prisão por um delito de roubo.
CIDADE MARAVILHOSA CORAÇÃO DO MEU bRASIL
KKKKKKKKKKKKKKKKK
Não sei o que é mais estranho injetar heroina ouvindo a marchinha de carnaval "Cidade maravilhosa" ou esse chapéu da guarda civil.
(risos)
Mais doloroso ainda é saber que, diante de um roteiro tão perverso e complexo quanto este (no que tange aos não-julgamentos que são feitos, no que diz respeito ao próprio respeito com que os personagens são tratados e concebidos), os atores e equipe técnicas drogavam-se à exaustão com o mesmo 'caballo' cujas conseqüências mortais eram exibidas. Conclusão: morreram quase todos de overdose e o Eloy de la Iglesia ficou mais de 5 anos sem dirigir nada, tentando se reabilitar e se livrar do vício, ou, nas palavras dele, da escravidão da heroína.
Quanto ao chapéuzinho, desde que vi VIRIDIANA que me perguntei isso (risos) - Acho que os franquistas não eram conhecidos por sua propensão à moda ou ao conforto (risos)
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Forte, intenso, dramático, cruel e desolador!Essas são apenas algumas emoções que esse filme me proporcionou durante seus 105 minutos, eu desafio alguém a assistir esse filme e não sentir uma apreensão que de tão envolvente se torna impossível piscar, não sei se me impressiono com facilidade diante dessa temática mas não achei o filme datado, não acho que fica muito atrás da intensidade de um Requiem para um sonho por exemplo.
A música do filme me incomodou um pouco, tirando o Cidade Maravilhosa as outras me pareciam canções de ninar e acabaram prejudicando um pouco o enfoque dramático de algumas cenas mas nada drástico.
Preciso fazer um comentário inútil e desnecessário mas preciso."Que chapéuzinho é esse da guarda cívil?"