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Jonas, um adolescente com problemas na escola, conhece Pierre, um homem de cerca de trinta anos que sensibilizado com a situação do garoto, decide colocá-lo sob sua tutela. Fortalecido com esse vínculo especial, Jonas abandona a escola. Mas incapaz de colocar limites no relacionamento, o custo de continuar sua educação aumenta cada vez mais. Pode-se aprender quando se quebra as regras?
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Não creio que seja um filme lento. Tomei-o como um filme denso. É diferente. Um filme lento é aquele onde as coisas demoram a acontecer, quase arrastado. Um filme denso é aquele onde o conteúdo tratado tem tanto peso, tanta complexidade, que a quantidade de informações dá essa sensação de lentidão. Ao meu ver, temos aqui o segundo caso. Logo nas primeiras cenas, já fica bem claro quais os rumos da história, com certa malícia, certo toque de segundas intenções. Na minha opinião fecal, o maior problema no filme é exatamente a ausência do que eu amo no cinema francês: o entendimento do sexo e da nudez como elementos narrativos, não necessariamente de impacto cinematográfico. Houve a construção desse processo erótico com o Jonas (esse polêmico processo, diga-se, uma "sedução aliciadora"), porém, faltou aquele toque de ousadia, sabe? Aquele "passo seguinte" de imersão nas descobertas sexuais do protagonista e nas consequências generalizadas causadas por isso.
O problema do filme não é a lentidão nem o final inconclusivo nem a incoerência. O problema do filme é que ele é Francês! Que cineminha vagabundo!
Eu só continuo insistindo porque tenho a esperança de ver um outro filme francês do quilate de "Just une question d'amour".
Demora-se para entender a trama, mas, aos poucos, quando ela se desvenda a partir dos paralelos "educacionais", nossa, que bela surpresa!
Além do protagonista ser ótimo (sob qualquer perspectiva que se possa entender o adjetivo), a direção é excelente, validando ainda mais a discussão moral que o filme trava, em muitos aspectos similar ao que é engendrado no ótimo filme tcheco PROFESSOR RURAL. Pena que a última cena do filme seja deslocada em sua obviedade justificadora, mas é um filme que estimula, perturba, atordoa e, principalmente, excita! Ótima sinopse, aliás! E maravilhoso cartaz! (WPC>)
Realmente, o diretor abusou de planos sequências que, aliados aos diálogos extensos, criou essa ideia de filme arrastado. Mas a obra não é de todo ruim, o cinema francês tem um quê de aconchegante. Sei lá, ele chega perto da gente sem se tornar amador...Enfim, eu recomendo o filme; para os expectadores acostumados com a movimentação da câmera hollywoodiana, o filme espanta. Mas a filmagem é muito bem feita, se as tomadas forem analisadas separadamente. Fora o excesso de planos sequência, o produto final é assistível.
qual é o limite???