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Data de lançamento
2 Set. 2016Duração
Quando o dominante pai de Marijana fica muito doente, ela acaba assumindo o papel de líder da família. A garota passa a tomar conta de sua mãe, uma mulher irresponsável, e do irmão mais velho, que tem problemas mentais. Essa nova posição a permite explorar sua força e sexualidade e dá a ela um gosto de liberdade.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Como deve sér sufocante e desesperador o grito dentro da cabeça da Marijana, sendo oprimida pelo pai, e pela mãe neurótica e afundada na relação destrutiva com o marido, a responsabilidade pelo irmão dependente, o patriarca opressor, duro, aquela peça que domina a ferro e fogo cada passo dos entes, e só permite para si liberdade.
Aos poucos vamos vendo toda pressão escapulindo em pequenos atos, uma resposta atravessada, atitudes descuidadas, Marijana vai em silencio tentando por pra fora tanta pressão de ter que ser quem cada um dos pais quer que seja, mesmo certa esta errada, menos ela mesma.
Como entendo, o ápice é quando ela se vê presa ao mecanismo criado pela família disfuncional, onde o que esta fora não combina com ela, e a mesma decompõe dentro, mas a força do sentimento de responsabilidade que existe é maior, a liberdade da medo.
Tem que ter paciência para ir digerindo, mas é um bom filme de drama.
Acho que é o primeiro filme croata que assisto. Sufocante.
A convivência próxima entre pessoas adultas sempre me pareceu ser algo meio antinatural, forçado. De aí a necessidade de um exercício constante de tolerância e muita flexibilidade para que, mais ou menos, funcione... quando não se dispõe de lugar melhor para onde escapar.
A vida em sociedade constitui um projeto fracassado. Cabe às pessoas aceitar essa sina e lidar com seu calvário da maneira que suportarem melhor.
É curioso como esse filme consegue retratar sentimentos genuínos sem precisar apelar visualmente para tal... a sensação de solidão mesmo vivendo em uma casa cheia de pessoas, o amor parental que sufoca e também faz mal, a prisão de uma rotina e de uma estrutura familiar já consolidada e sem a menor brecha para respirar algo novo... muitas reflexões... A relação da família chega a apresentar questões problemáticas e patológicas inclusive.
O título em Português é esse mesmo?
Encarando Meu Prato? (soa meio estapafúrdio).