Ainda criança, na era Eduardiana na Inglaterra, Enid Blyton começa a contar histórias para seus irmãos como uma fuga das discussões de seus pais. Após a I Guerra Mundial, enquanto estudava para ser professora, ela manda suas histórias para vários editores e um deles, Hugh Pollock, aceita suas obras e casa-se com ela. Enquanto milhares de crianças a adoram, ela é uma péssima mãe para suas filhas e uma péssima esposa, levando o marido à bebida e aos braços de outra mulher. Enid usa as filhas para chantagear emocionalmente o marido e conseguir o divórcio em seus termos e depois casa-se com Kenneth Waters, um homem fraco como o pai dela. Após a II Guerra Mundial, ela é mais popular que nunca, adorada pelas crianças que não conhecem sua verdadeira natureza, e assim permanece até a sua morte, em 1968.
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O drama é rápido e se decide logo nos primeiros minutos.Boas atuações e acontecimentos surpreendentes valem o ingresso.
-02 de Março de 2022
Que mulher horrivel,a maldade prevaleceu...
É um filme difícil de opinar. Uma grande escritora numa péssima pessoa.Talvez as circunstancias, talvez a genética não sei.
Assista e opine *__*
tomara que a filha tenha tomado outro caminho e sido uma boa mãe
Bom filme. Gostei muito!
Mas perdi as contas de quantas vezes fiquei com pena daquelas crianças! Praticamente o filme todo. =(
Esperem, esperem...
Será que tudo isso posto nesse filme realmente é real? Excêntrica, bizarra, manipuladora, arrogante, mãe ausente... Seria mesmo assim Enid Blyton? Custa a crer que esta escritora que encantou gerações de crianças e jovens com os seus livros de aventura e mistério tivesse sido, afinal, uma megera, ou será coisa de britânicos que vê chifre na cabeça de minhoca? Por lá isso é fácil de acontecer e nem a 'respeitosa e respeitada BBC' está imune como temos visto nesses tempos em que nada se esconde.
Confesso desconhecer esta faceta de Enid e, por isso, surpreendeu-me um filme sobre a sua vida que não podemos negar, uma excelente produção da BBC (2009). No filme Blyton é apresentada como uma mulher fria, ambiciosa e mãe distante interessando-se mais pelos seus pequenos fãs que pelas filhas. Enid casou em 1924 com Hugh Pollock - que trabalhava na George Newnes, a sua editora durante anos - mas com o casamento a desfazer-se afastou-o 19 anos depois para se casar com o cirurgião Kenneth Waters com quem vinha mantendo um relacionamento. E para lhe facilitar a vida obrigou Pollock a assumir-se como adúltero em tribunal se quisesse manter o direito de ver as filhas, direito esse que mais tarde lhe sonega e ainda consegue que o primeiro marido seja despedido da editora.
A única explicação dada no filme para o seu carácter tão odioso tem a ver com a sua alegada ambição e uma infância turbulenta pelo fato do pai ter abandonado a família quando ela era pequena, mas nem isso há de se encontrar em todas as biografias (não poucas) já publicadas sobre ela. É certo que Eid saiu de casa muito cedo passando a ignorar a família (a mãe com quem não se dava bem e os dois irmãos). Mas, pensando bem, se analisarmos os livros de Enid as pistas bem poderão estar lá. Adultos ausentes com coisas mais importantes para fazer que aturar pequerruchos, crianças que vivem em colégios durante todo o ano e que durante as férias ficam entregues à sua sorte, enfrentando terríveis criminosos com os quais têm de lidar sozinhas ou, na melhor das hipóteses, com a ajuda de um cachorro. Também é impressionante a quantidade de órfãos nos seus livros. Mas considerações à parte, é aí que reside toda a magia de seus livros para crianças; é que elas vivem absolutamente sozinhas, num mundo apenas para crianças e onde os adultos fazem apenas parte do cenário. E isso é fascinante para qualquer criança e, a bem da verdade se formos analisar obras de gênero idêntico nos obrigaríamos a esculachar Samuel Langhorne Clemens (o mundialmente conhecido Mark Twain) pelas diabruras de seu Huckleberry ou Tom Sawyer para não citar outros.
Em 43 anos de trabalho Enid Blyton escreveu 750 livros, tendo vendido até hoje 500 milhões de exemplares. Morreu em 1968 com demência, aquilo a que hoje se chama Alzheimer.
Se esse filme retrata a verdade somente Gillian ou Imogen (Gillian Baverstock e Imogen Mary Smallwood suas filhas do primeiro casamento, no segundo casamento abortou o que seria seu filho varão por causa de uma queda e não teve mais filhos) poderiam dizer, se vivas estivessem...
O filme está em meu blog na seção DRAMA, página 36.