Um jovem condutor de riquixá tem sua bicicleta furtada e fica endividado com a mulher que a alugava. Ela o manda para Poet, um gângster e cafetão calada, que por sua vez faz com que ele cometa atos de vandalismo e pequenos furtos para pagar sua dívida. Ele não sabe que Poet também persuadiu sua irmã a trabalhar como prostituta, atendendo clientes ricos que pagam em dólares americanos. Os dois irmãos são levados à corrupção sob o controle do mesmo homem.
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Doidera differenciada, devia ter visto chapado. Desagradávelmente bonito. Gostei da foma que esse diretor pensa, as coisas que ele insere, desde poesia a uma cena gore em um matadouro, musicas tradicionais e luz piscante a lá gaspar noé...
reconheço que o filme é bom mas não consegui absorver todo o seu conteúdo.
Elegante, cru, selvagem, sensível. Um filme tão inspirado (e realisticamente cruel). Uma obra-prima.
Muito bom. Mas é daqueles filmes que não é indicado para assistir quando estiver influenciado por pensamentos sombrios ou pessimistas, porque nos faz lembrar a face triste da humanidade. Por outro lado, há mensagens de otimismo nas entrelinhas e mesmo explícitas, ainda que rodeadas por evidências materiais da miséria humana. Destaque para a cena embalada por “Creep”, do Radiohead (sou fã!), conseguiu traduzir bem alguns sentimentos e situações do filme.
Segundo longa do diretor vietnamita Anh Hung Tran, produzido em sua terra natal. Depois do morno e insosso, porém esteticamente belo "O Cheiro do Papaia Verde", que chegou a ser indicado ao Oscar, Tran conseguiu ganhar fama internacional e, sem dúvidas por isso, escalou um ator de Hong Kong (Tony Chiu Wai Leung, do ótimo "Conflitos Internos") para participar desse longa.
Os defeitos já começam no personagem de Leung, um gângster que toma as rédeas da vida do protagonista e da irmã, mas de modo incoerente parece ter pouca fibra e sangue de barata, às vezes sendo até 'sensível' e melindroso demais. Os outros personagens, incluindo o avô que fisicamente lembra Ho Chi Mihn, são todos rasos e desinteressantes, embora aconteça uma ou outra coisa no arco dramático deles que chame a atenção.
No elenco, além de Leung, há o garoto Le Van Loc, como o motorista de 'biciclo-táxi' pobre que se vê mergulhado na possibilidade de vida no crime, além da esposa do diretor, Nu Yên-Khê Tran, como mulher virginal que é aliciada pelo lenocínio. Nu Yên participa de TODOS os filmes do cineasta, desde "O Cheiro do Papaia Verde", normalmente com papel de grande importância. Aqui, nas cenas envolvendo prostituição (que são mornas e sem nada de mais forte), ficou a impressão de um voyerismo-ostentação semelhante a Roman Polanski filmando a nudez da Emmanuelle Seigner em seus filmes, ou então (pra citar outro asiático) Zhang Yimou na fase Gong Li. Só que diferente de Gong e Emmanuelle, Nu Yên não tem o menor 'sex appeal', é uma asiática com rosto bonito, mas com corpo de 'tábua', sem bunda nem peito.
O filme acaba não sendo um completo desperdício por conta de bons momentos estéticos, embora esses recursos (especialmente o das luzes piscando) acabem enjoando e ficando manjados na segunda metade. Acho particularmente bom o fato de Tran ter filmado fora de estúdio, com vários planos passeando pela cidade de Ho Chi Mihn (antiga Saigon), em toda sua alta densidade demográfica de quase dez milhões de habitantes, conseguindo assim nos dar a sensação real de estar num 'formigueiro humano' no leste asiático.
Pena que o sabor do filme seja apenas o de uma tentativa de dar uma de Scorsese, mas metido a besta e querendo posar de 'alto valor artístico', com muita espuma e pouco chopp. Se tirar o visual - e mesmo ele logo enjoa -, não sobra nada.