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Data de lançamento
18 Junho 2025Duração
Enzo, de 16 anos, desafia as expectativas de sua família burguesa ao iniciar um aprendizado de pedreiro, um caminho muito distante da vida prestigiosa que haviam imaginado para ele. Em sua luxuosa vila no ensolarado sul da França, as tensões fervilham enquanto perguntas e pressões implacáveis pesam sobre o futuro e os sonhos de Enzo. Nos canteiros de obras, no entanto, Vlad, um carismático colega ucraniano, abala o mundo de Enzo e abre portas para possibilidades inesperadas.
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O que me irritou no filme foi os pais do moleque serem muito sonsos.
Mas o filme é bom sim, tem uma pegada provocativa. Gostei muito da trilha também.
Sobre o Enzo, não julgo pois já coringuei assim também kk, não me orgulho, mas as coisas acontecem.
O menino é lindo e demanda cuidados. Provavelmente teria muitos problemas psicológicos em relacionamentos futuros.
Achei que fosse rolar um auê com o colega de trabalho, mas o ucraniano foi firme na recusa.
Inicia sobre bases curiosas (o que esse menino rico quer trabalhando como pedreiro?), mas acaba se perdendo nos questionamentos burgueses de um protagonista irritante.
Crítica completa no canal: YouTube. com/watch?v=g7teWTavxpg
Achei o filme interessante, entregou boas atuações, boa trilha sonora e boa fotografia. O enredo em si prende e o telespectador consegue sentir e entender a agonia e confusão que Enzo está sentindo. Vlad é um gato.
muito muito chato
O drama francês “Enzo”, dirigido por Robin Campillo (nascido no Marrocos, mas criado na França), estreou nos cinemas brasileiros no último fim de semana, com distribuição da Mares Filmes. Ele foi o título escolhido para abrir a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes de 2025. Em seu novo trabalho, o diretor de “120 batimentos por minuto” (2017) marca um momento emocionante na carreira: ele presta uma homenagem ao falecido diretor e roteirista Laurent Cantet, velho parceiro de trabalho com quem esteve lado a lado desde “A agenda” (2001). Cantet escreveu o roteiro de “Enzo” meses antes de falecer de câncer, em 2024, mas não o terminou. Campillo o finalizou reunindo sua marca autoral e tentando reelaborar ideias do amigo morto. Cantet e Campillo fizeram diversos filmes, alternando direção e roteiro, com obras de teor social focado na juventude da Geração Z, como o vencedor da Palma de Ouro em Cannes e indicado ao Oscar de filme estrangeiro “Entre os muros da escola” (2008). A história aqui acompanha Enzo (Eloy Pohu), um jovem de 16 anos que decide trilhar um caminho inesperado ao se tornar aprendiz de pedreiro, contrariando os planos de sua família burguesa, que imaginava para ele uma carreira de prestígio. Enzo vive com os pais num casarão no sul da França, e quando explica sobre o que quer fazer, crescem tensões familiares. Ele briga com o pai, Paolo (Pierfrancesco Favino), e abandona tudo para trabalhar no canteiro de obras, onde conhece Vlad (Maksym Slivinskyi), um imigrante ucraniano que está ali para exercer a mesma função. Os dois iniciam uma amizade que mudará o rumo de ambos – mas Enzo percebe que está se apaixonando pelo colega. O contraste entre o ambiente privilegiado da família e a realidade do trabalho manual dá ao filme uma força dramática que invade o âmago do protagonista, numa fita que mistura crítica social e descoberta íntima. Quem estrela é o estreante Eloy Pohu, que recebeu indicação ao prêmio de Melhor Ator Promissor no Lumière Awards, e entrega um papel sério, sem ser piegas. Em Cannes o filme recebeu indicação ao Queer Palm, e no Brasil teve sua première na Mostra Internacional de Cinema de SP do ano passado. Um filme sobre a juventude em transformação, com suas aspirações, livre-arbítrio e cobranças. Virou um testamento/tributo ao legado artístico de Laurent Cantet. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom