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14 Junho 1977Espelho Mágico fala sobre o cotidiano, o sucesso e os conflitos de profissionais de meios de comunicação: atores, diretores, autores e jornalistas. As histórias são contadas através dos bastidores de Coquetel de Amor, uma novela inserida na trama. Diogo Maia e Leila Lombardi formam o casal principal da história. Famosos pelos trabalhos em televisão, os dois são escalados para estrelar Coquetel de Amor, escrita por Jordão Amaral e dirigida por João Gabriel. Jordão é um dramaturgo sem projeção que trabalha também como jornalista para complementar sua renda. Apaixonado por Leila Lombardi, ele declara seu amor pela atriz através do texto que escreve para sua personagem em Coquetel de Amor. Outros personagens fortes na trama são: Cynthia Levy, jovem que luta para ter sucesso como atriz; Nora Pelegrini, atriz em decadência; Carijó, comediante popular, considerado ultrapassado; Bruna Maria, atriz que desistiu de investir na carreira para se casar com um milionário; Gastão Cortez, diretor de teatro; Diana Queiroz, ex-miss Brasil e atriz de pornochanchada que tem como meta mudar o rumo de sua carreira; Paulo Morel,jovem e bem-sucedido ator. Todos esses personagens trabalham Coquetel de Amor. Espelho Mágico também conta o drama de Luíza Barbosa, uma bailarina com dificuldades profissionais, e de Edgar, um jornalista ligado ao meio artístico
Além da novela, os atores começam a ensaiar uma peça de teatro, Cyrano de Bèrgerac, de Edmond Rostand. Assim como em Coquetel de Amor, Diogo Maia também vive o protagonista da montagem. Há ainda a história de Nora Pelegrini que, paralelamente ao papel coadjuvante que interpreta na novela, é chamada para protagonizar um filme. Dessa forma, o autor Lauro César Muniz tinha como objetivo mostrar o universo da televisão, do teatro e do cinema
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Dos capítulos disponíveis, vi apenas três (o primeiro, um do meio e o final), pois já pelo primeiro capítulo a história não me cativou, não sou tão fã do estilo do Lauro César Muniz, mas assim como "Os Gigantes", ouso dizer que é o caso da obra que aconteceu no período errado: se ela fosse realizada no meio dos anos 80, talvez a aceitação seria bem diferente. Por esses três capítulos, achei a obra sem carisma e lenta. O que salva, é claro, são Tarcísio e Glória, com aquela química maravilhosa que possuíam.
Lauro César Muniz foi ousado por inserir a metanovela Coquetel de Amor no seu de Espelho Mágico. A passagem da novela para a metanovela e vice-versa não era demarcada, se hoje com o streaming uma pessoa distraída podia se perder nisso nos apenas sete capítulos sobreviventes do apagão e descartes de videotapes ocorrido em meados dos anos 80, imagino como devia ser mais confuso ainda nos idos de 77 sem sequer existir vídeo cassete no mercado doméstico! Talvez seguiu a sina da censurada Despedida de Casado, censurada às vésperas do lançamento e que teve sua abertura, encerramento e vinhetas reaproveitados em Coquetel de Amor. Pessoalmente, gostei do que vi, a proposta era muito legal, mas foi uma pena não ter ido bem de audiência. Como o Amaury falou aqui embaixo e li em outros comentários, uma ousadia dessa deveria encaixar melhor no então horário das 10.
"Espelho Mágico" era uma das histórias que eu mais ansiava por assistir, e finalmente - e infelizmente também, pude satisfazer esse desejo por meio do Fragmentos, no Globoplay. Infelizmente porque nenhuma obra merece ser apagada, por mais problemática que tenha sido. É brincar e desprezar a memória nacional. Mas já que só temos esses 7 capítulos, melhor que nada, vamos com eles.
A trama foi uma decepção. Achei extremamente monótona, arrastada e confusa. É compreensível o fracasso em 1977. "Coquetel de Amor" entra aleatoriamente no meio dos acontecimentos de um capítulo. A ideia é boa, mas sua execução extremamente falha. Também foi um erro dar vida em forma de novela, ainda mais nos anos 70. Se sua compreensão já é difícil hoje, imagine há quase 50 anos atrás. Mas, um remake em formato de minissérie traria um resultado muito satisfatório, acredito.
Por fim, destaco o emocionante monólogo de Lima Duarte, quebrando a quarta parede e encerrando a novela. O grande ator recita e expõe como a telenovela é o maior produto cultural do país, e apesar de seus altos e baixos, continua sendo até hoje. Viva a telenovela!
Gostei mais da ideia metalinguística do que da novela em si. Definitivamente o horário das oito não foi a melhor escolha para essa novela, deveriam ter posto no horário das dez, ou melhor: formato minissérie. Como novela do horário nobre com mais de 100 capítulos, acho que ficou cansativa e espantou o público que não comprou o estilo refinado e "cabeça" da obra. Os últimos capítulos foram morníssimos. De qualquer forma, Lauro César Muniz sempre foi autor de novelas excêntricas e não convencionais, isso me faz admirá-lo e muito. Não sei se teria paciência de ver essa novela inteira, caso existisse, mas novamente lamentamos por uma novela inteligente ter sido covardemente apagada pela Rede Golpe.
O monólogo final do Lima Duarte é arrasador!!!
Essa é a novela que mais tenho vontade de ver, será que um dia chega no Globoplay? Nem sei se ainda existe completa.