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Data de lançamento
17 Ago. 1977Duração
Logo após Mathieu (Fernando Rey) entrar em um trem, ele joga um balde de água numa bela jovem que estava na plataforma, causando uma grande surpresa para os passageiros que ocupavam a mesma cabine de Mathieu. Ele resolve explicar para os outros passageiros a razão do seu ato e lhes conta que ficou bem obcecado por Conchita (Carole Bouquet), uma bela arrumadeira que parecia nunca ter trabalhado antes com as mãos. Começou então um jogo de gato e rato no qual Mathieu, um homem rico e sofisticado que está entrando na 3ª idade, tenta obsessivamente ganhar os afetos de uma jovem de 18 anos. Assim ela manipula o desejo carnal dele e cada um tenta ganhar absoluto controle sobre o outro.
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Proteja-me do que eu quero
(ou)
Estes prazeres violentos têm fins violentos.
Claramente inspirou Lua de Fel.
O filme é muito bom. Tem o protagonista mais odiável que eu já vi.
O filme ilustra uma briga que Freud teve com um de seus seguidores, Adler, sobre o que move o ser humano, se é o poder ou se é o prazer. Mathieu é poderoso, mas o desejo pela Conchita o enlouquece. Conchita, por outro lado não tem nada, e manipula Mathieu através da única coisa que ele não consegue ter através do seu enorme dinheiro
Ironicamente, nenhum dos dois consegue se libertar um do outro por completo. Conchita só é poderosa por Mathieu a dar tudo. Mathieu não precisa de Conchita, mas tá pensando com o pinto
- bom demais ver esse burguês velho safado sofrendo e sendo humilhado na mão da novinha, achei foi pouco
- arrombado ainda parte pra violência
- achei bastante intrigante essa escolha de colocar duas atrizes fazendo a mesma personagem, da pra se pensar em várias teorias sobre o que isso pode significar e pode inclusive não ter motivo nenhum
Luis Buñuel foi um diretor de cinema Espanhol que teve muita influência do surrealismo na sua obra. Isso quer dizer que se utiliza da arte para investigar o inconsciente humano, misturando fantasia e realidade.
Neste filme vemos a relação entre Mathieu e Conchita:
Mathieu é um homem rico, inundado pela perversão da cultura, aquele indivíduo que não se importa com o que o outro sente, e tenta incutir nas pessoas o seu próprio modus operandi desejante. Paris está em ebulição com revoltas sociais, e ele não está nem ai.
Já Conchita, é a sua empregada doméstica, uma bela mulher que começa a ser assediada por Mathieu e foge. Mathieu, perverso que é, não consegue compreender como não consegue acessar essa pessoa, que o recusa, não consegue entender o que ela deseja, e isso o deixa completamente obcecado por ela.
Mathieu se encontra com um Psicólogo em seu vagão do trem para Paris, muito interessado em compreender seu comportamento agressivo. Então ele começa a contar a sua história com Conchita.
Depois que Conchita a abandona, Mathieu vai atrás dela e tenta de todas as formas conhecidas por ele seduzí-la. Tentando “comprá-la” com dinheiro, presentes, e empréstimos para sua mãe. Conchita entende o que está em jogo, e começa a entrar no jogo perverso de Mathieu, seduzindo ele e não oferecendo o que ele quer, sob o argumento de que “se eu der o que você quer, você não me amaria mais”.
Eis a questão de Conchita, ser amada. Conchita é virgem e sua mãe muito religiosa. Inclusive colocando um cinto de castidade em sua filha, o que deixa Mathieu atordoado quando se deita na cama com ela, a toca e se depara com a ingrata surpresa.
O que está em jogo para Conchita é que qualquer homem que a queira, deverá provar que a ama. E num extremo da idealização do amor romântico, ela manipula situações para deixar Mathieu atordoado, e conseguir enxergar que ele realmente a ama.
Na reviravolta final do filme, Conchita deixa claro que está o manipulando e diz que sempre teve nojo de sua aproximação perversa (manipulando-o outra vez). Fingiu deitar-se com seu amigo gay para afetar Mathieu, e conseguiu. Isso causa uma grande confusão que incide na eclosão do comportamento agressivo e disruptivo de Mathieu, que a agride fisicamente. Nesse momento, Conchita diz que finalmente enxergou que ele a ama e terminam o filme juntos.
Você fica se perguntando… que porra é essa!? kkkkk Eis o surrealismo de buñuel, pegando as maiores feridas inconscientes do ser humano, o lado mais obscuro e mostrando através da arte. Acho que é por isso que os filmes dele incomodam tanto, são feitos pra isso, rs.
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