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Documentário que registra, de forma irônica, o cotidiano de uma das ruas mais conhecidas da cidade de São Paulo e centro comercial de classe média alta. O filme centra sua atenção no pintor naif Waldomiro de Deus, cuja irreverência da obra e comportamento, se chocava frontalmente com o universo burguês dos freqüentadores do local.
Renegado por Carlos Reichenbach, que o considera muito fraco, trata-se de um exercício prático de alunos do 2º ano da Escola Superior de Cinema São Luiz, "Esta Rua Tão Augusta" foi produzido por Luiz Sérgio Person, seu professor e maior incentivador, responsável pela sua opção profissional. Filmado com sobras de negativo, equipamento emprestado e a colaboração de profissionais ligados à Person (Oswaldo de Oliveira e Glauco Mirko Laurelli), o documentário foi concluído dois anos depois de 1966, graças à um prêmio recebido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, na primeira edição do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem. Teve seu certificado de curta-metragem negado pelo Instituto Nacional de Cinema com a justificativa de "mostrar lojas comerciais em atividade" e assim, nunca foi exibido comercialmente.
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Aí corta para o quanto eu já fiquei maluco nesse logradouro
esse curta tão debochado 💜
A mesma burguesia que construiu essa rua é a mesma que acabou com ela, mas ainda assim ali é um marco da cidade, nunca pensei que abaixo daquele asfalto haveria paralelepípedos tão encaixados como um mosaico.
Descompromissado e geograficamente motivador: tal qual afirmei antes, dá muuuuuita vontade de conhecer a rua em pauta. Um amigo que a vistou recentemente, e que esteve comigo na sessão, comentou que alguns lugares estão iguaizinhos (risos). Modesta em sua apresentação vanguardista, mas compensatória em sua previsão final: ótimo retrato regional! :) - WPC>
A poesia irônica e as imagens da Augusta dos anos 60....adorei.