Em meio à ocupação nazista na França, o tímido e inseguro professor Albert Lory muda seu comportamento pouco a pouco ao se ver envolvido com ações da resistência francesa e ser acusado injustamente por um assassinato.
Drama de guerra em preto e branco da RKO Radio Pictures e Jean-Renoir- Dudley Nichols Productions indicado ao Oscar de melhor mixagem de som. Este longa foi um dos mais aclamados filmes de guerra da época e foi outro filme de propaganda, inserido no esforço de guerra desenvolvido pelo governo dos EUA para motivar a população e prepará-la para os dias difíceis à frente.
Walter Slezak (1902-1983) encontrou Charles Laughton (1899-1962) em um trem em Chicago, onde Slezak deu a Laughton uma cópia do roteiro, e ele ficou acordado a noite toda lendo. O diretor francês Jean Renoir (1894-1979) sempre teve Laughton em mente para o papel principal. O último dos 3 filmes em que Laughton e Maureen O'Hara (1920-2015) apareceram juntos, os outros sendo A estalagem maldita (39) e O corcunda de Notre Dame (39). Último filme de Mildred Hardy e Barbara Moffett (1924-1986). Estréia de Terrelyne Johnson. A única aparição cinematográfica de John Donat (1933-2004), filho de Robert Donat (1905-1958).
Um filme envolvente e constante como quase todos mostrando esse assunto de ocupação dos nazistas. Um discurso comovente contra o nazismo que traz um impacto emocional enorme. Os papéis individuais são gratificantes e as performances impressionantes. Laughton] e O'Hara estão bem, mas as principais atrações do filme continuam sendo os cenários elegantes de Renoir e a postura ética incomum do roteiro. Não existe preto e branco, nem bem ou mal. Existe apenas cinza e, nessa área cinza, uma compreensão da fragilidade da natureza humana.
Alguns vão chamá-lo de filme de propaganda ,é inegável porém prefiro enxergá-lo como um grito de liberdade e resistência. Os discursos tanto do professor Soler quanto o de Charles Laughton são sublimes. Este último então conseguiu arrancar uma pequana lágrima dos meus olhos. Estranhamente gostei mais do Renoir distante do seu realismo poético e muito mais perto de um realismo brutal.
Triste um filme que chegou até a faturar uma estatueta em seu ano ter caído tão no esquecimento como ocorreu neste caso. Esta terra é minha conta com Charles Laughton não tão inspirado como outrora, mas que bota pra quebrar na reta final do filme. A mensagem e, especialmente o discurso final é algo de irretocável. Filmão!
8.9 - É uma verdadeira lição de bom cinema e um verdadeiro hino à liberdade este filme de Jean Renoir! Sem deixar de lado o entretenimento característico de uma película de cinema, este filme foca-se num assunto de extrema importância, numa altura em que ainda decorria a 2ª Guerra Mundial na Europa, e os europeus tentavam se livrar do jugo da ditadura nazista: a Liberdade. De facto, neste filme vemos, além das maravilhosas interpretações de George Sanders e Maureen O`Hara (entre outros), a magistral interpretação de Charles Laughton como um professor algo medricas e dominado pela Mãe, que se revela um verdadeiro herói e um exemplo a seguir. Num mundo de corrupção, ditadura e medo, Albert Lory (a personagem de Laughton), vai ser um refrescante e inesperado hino à Liberdade, em todas as suas formas, ao "ensinar" às gerações futuras o respectivo valor da mesma. Um clássico do cinema e uma ode à Liberdade, destinado a todos aqueles que a amam! E a "must see movie" for all!!!
Drama de guerra em preto e branco da RKO Radio Pictures e Jean-Renoir- Dudley Nichols Productions indicado ao Oscar de melhor mixagem de som. Este longa foi um dos mais aclamados filmes de guerra da época e foi outro filme de propaganda, inserido no esforço de guerra desenvolvido pelo governo dos EUA para motivar a população e prepará-la para os dias difíceis à frente.
Walter Slezak (1902-1983) encontrou Charles Laughton (1899-1962) em um trem em Chicago, onde Slezak deu a Laughton uma cópia do roteiro, e ele ficou acordado a noite toda lendo. O diretor francês Jean Renoir (1894-1979) sempre teve Laughton em mente para o papel principal. O último dos 3 filmes em que Laughton e Maureen O'Hara (1920-2015) apareceram juntos, os outros sendo A estalagem maldita (39) e O corcunda de Notre Dame (39). Último filme de Mildred Hardy e Barbara Moffett (1924-1986). Estréia de Terrelyne Johnson. A única aparição cinematográfica de John Donat (1933-2004), filho de Robert Donat (1905-1958).
Um filme envolvente e constante como quase todos mostrando esse assunto de ocupação dos nazistas. Um discurso comovente contra o nazismo que traz um impacto emocional enorme. Os papéis individuais são gratificantes e as performances impressionantes. Laughton] e O'Hara estão bem, mas as principais atrações do filme continuam sendo os cenários elegantes de Renoir e a postura ética incomum do roteiro. Não existe preto e branco, nem bem ou mal. Existe apenas cinza e, nessa área cinza, uma compreensão da fragilidade da natureza humana.
Alguns vão chamá-lo de filme de propaganda ,é inegável porém prefiro enxergá-lo como um grito de liberdade e resistência. Os discursos tanto do professor Soler quanto o de Charles Laughton são sublimes. Este último então conseguiu arrancar uma pequana lágrima dos meus olhos. Estranhamente gostei mais do Renoir distante do seu realismo poético e muito mais perto de um realismo brutal.
Só a beleza do discurso na parte final do filme já vale, e muito, assistir essa obra.
Triste um filme que chegou até a faturar uma estatueta em seu ano ter caído tão no esquecimento como ocorreu neste caso. Esta terra é minha conta com Charles Laughton não tão inspirado como outrora, mas que bota pra quebrar na reta final do filme.
A mensagem e, especialmente o discurso final é algo de irretocável. Filmão!
8.9 - É uma verdadeira lição de bom cinema e um verdadeiro hino à liberdade este filme de Jean Renoir! Sem deixar de lado o entretenimento característico de uma película de cinema, este filme foca-se num assunto de extrema importância, numa altura em que ainda decorria a 2ª Guerra Mundial na Europa, e os europeus tentavam se livrar do jugo da ditadura nazista: a Liberdade. De facto, neste filme vemos, além das maravilhosas interpretações de George Sanders e Maureen O`Hara (entre outros), a magistral interpretação de Charles Laughton como um professor algo medricas e dominado pela Mãe, que se revela um verdadeiro herói e um exemplo a seguir. Num mundo de corrupção, ditadura e medo, Albert Lory (a personagem de Laughton), vai ser um refrescante e inesperado hino à Liberdade, em todas as suas formas, ao "ensinar" às gerações futuras o respectivo valor da mesma. Um clássico do cinema e uma ode à Liberdade, destinado a todos aqueles que a amam! E a "must see movie" for all!!!