Nascido Para Matar

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Nascido Para Matar (1987)
Full Metal Jacket Outros títulos
Média do filme: 4.3 de 5 — baseado em 19216 votos
MÉDIAFILMOW
4.3
19216 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Stanley Kubrick
Data de lançamento 17 Junho 1987 Outras datas
Duração 116 min (1h56)
Classificação indicativa de Nascido Para Matar: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos

Dirigido por

Data de lançamento

17 Junho 1987

Duração

116 minutos Classificação indicativa de Nascido Para Matar: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
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Sinopse

Um sargento (R. Lee Ermey) treina de forma fanática e sádica os recrutas em uma base de treinamentos, na intenção de transformá-los em máquinas de guerra para combater na Guerra do Vietnã. Após serem transformados em fuzileiros navais, eles são enviados para a guerra, e quando lá chegam, se deparam com seus horrores.

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Os 12 Signos de Valentina | Trailer oficial

Os 12 Signos de Valentina (1ª Temporada)

Comentários 0
amigos querem ver
gilbertoabreu754
Luan
1 mês atrás

FULL METAL JACKET
Direção: Stanley Kubrick
Ano: 1987
Assistido em: 20/09/2026

Nas últimas semanas, ando pesquisando muito a respeito da Guerra do Vietnã. Estou buscando livros, assistindo a documentários, ouvindo podcasts e me bateu uma vontade de assistir a um filme sobre o assunto. Então eu pensei: qual dos grandes clássicos eu ainda não havia tido a oportunidade de assistir? Já que Apocalypse Now (1979) e Platoon (1986) eu já havia assistido, eu me recordei, obviamente, de um dos maiores diretores de todos os tempos, que tinha um longa sobre o assunto que eu ainda não havia assistido. Então chegou a hora de correr atrás de mais um clássico do Kubrick e tirá-lo da minha lista de pendências. Foi assim que eu decidi assistir a Full Metal Jacket, e eu já esperava que fosse, no mínimo, diferente. Afinal de contas, Kubrick não era diretor para fazer filme comum.

Durante a Guerra do Vietnã, jovens recrutas dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos passam por um brutal treinamento em Parris Island, comandado pelo implacável sargento Hartman. Entre eles estão Joker, um recruta irreverente que encontra no humor uma forma de lidar com a pressão, e Pyle, que enfrenta enormes dificuldades para se adaptar à rotina militar. Depois do treinamento, os soldados são enviados ao Vietnã, onde Joker passa a trabalhar como correspondente de guerra e acaba testemunhando diretamente a violência e o caos dos combates.

É notório que o ponto mais chamativo desse filme é a sua divisão. Inclusive, eu já li em alguns lugares que muitos gostam até de tratá-lo como dois trabalhos distintos colados um ao outro. E o que mais chama a atenção é o fato de o roteiro dedicar um tempo enorme a um ponto que muita gente ignora, que é o treinamento, a preparação de um soldado, ainda mais um de alto padrão, como os Marines nos EUA. Como ex-militar, que optou por não seguir adiante na carreira, eu posso afirmar que 100% do que vemos naquela base de treinamento é real, e a parte da pressão psicológica ficaria próxima de uns 200% de realidade.

No militarismo, existe uma teoria de que você é como uma engrenagem de um relógio, e se uma engrenagem para de funcionar, ela automaticamente compromete todas as outras, e logo a estrutura irá ruir. Tudo que o Pyle sofre na primeira parte é algo de que eu já fui testemunha. Todos os gritos do sargento Hartman, eu já testemunhei. Foram poucos os quais eu fui vítima, mas foi algo muito corriqueiro de presenciar na minha vida por cerca de dois anos. E é justamente por isso que eu vou fazer parte do grupo que elege a primeira parte como sendo a melhor. Não que a segunda seja ruim, não é isso, mas é tudo feito com um realismo tão grande que chega a ser assustador.

Kubrick consegue extrair de seus atores atuações inacreditáveis. Eu não conhecia o trabalho do Lee Ermey, e ele estava simplesmente assustador. A mesma coisa com o Vincent D'Onofrio. Tudo bem, hoje ele já é aclamado e tal, mas nessa época ele tinha apenas 25 anos e conseguiu entregar uma performance incrível. Os dois estão monstruosos em cena. E Kubrick trabalha a tensão de uma forma que você sabe que as coisas vão descarrilhar e, quando vem, mesmo você já prevendo, ainda assim te pega de surpresa. E é esse choque, esse surto, que torna essa primeira parte tão impactante.

Quando nós chegamos à segunda metade, nós estamos em um território já conhecido. Nós nos deparamos com os americanos fazendo suas habituais "americanices", vamos dizer assim. O roteiro ainda ganha pontos porque não retrata os estadunidenses como os heróis que foram libertar os pobres vietnamitas da opressão do comunismo. Muito pelo contrário, Kubrick expõe muito dos horrores que eram praticados naquela guerra e o quão estúpida, ridícula e inútil era tudo aquilo. Mas ele ainda não deixa de nos chocar com a forma como a brutalidade psicológica se transforma em brutalidade física. Principalmente ali nas cenas finais, é algo impactante demais.

Não tem nenhum tipo de violência que Kubrick não esteja disposto a mostrar. Se por um momento você pensou que não veria banho de sangue nesse filme, ele chega e te derruba novamente, te provando que sim, você ainda vai ter que se deparar com muita carnificina.

Se tem uma coisa em todo filme do Kubrick, sem nenhuma exceção, é deslumbre, é a fotografia. E aqui ele nos reserva, para as cenas finais, algumas das mais belas e incríveis de sua carreira. A iluminação que ele utiliza no momento em que os soldados americanos invadem aquele prédio em busca do sniper que tinha matado seus companheiros é absurda. O jogo de sombras, a forma como o rosto do Joker é coberto pela escuridão quando ele precisa tirar uma vida, depois a silhueta desses soldados contra uma frágil luz de fogo ao fundo... Tudo isso é uma beleza artística inquestionável. E eu não vou nem dizer que não era esperado, porque, quando se trata do Kubrick, qualquer cena vira uma pintura de tão bem filmada, de tão bem enquadrada. Não é à toa que isso é só uma das muitas provas do porquê de ele ser um dos grandes diretores de todos os tempos.

Full Metal Jacket não é um filme para fazer você se sentir bem, para fazer você se sentir confortável. Não. Ele foi planejado desde o princípio para te levar a um questionamento: qual a real necessidade de um conflito tão brutal, tão violento? Qual é o propósito de destruir a mente de um homem, transformá-lo em uma máquina de matar que vai desprezar a vida de outras pessoas? Com qual intuito? E tudo isso é retratado com um brilhantismo poucas vezes visto na sétima arte.

Novamente, o primeiro ato, por ser incomum de vermos no cinema, é muito mais impactante, ainda é muito mais chocante, inclusive para quem tem algum tipo de vínculo emocional com o militarismo. Eu acho que, infelizmente, o segundo não conseguiu igualar. Eu não vou dizer que ele ficou muito abaixo, ele não ficou. Ele simplesmente não conseguiu igualar. Mas, artisticamente falando, também é incrível, sem nada para questionar.

Ah, eu não posso deixar passar em brancas nuvens: encerrar esse filme com "Paint It, Black", dos Rolling Stones, foi outra sacada genial. Nada como uma música criada e lançada naquela época, que fala sobre luto, para deixar claro qual era o único sentimento possível no meio de toda aquela tragédia exposta em tela.

mezb
Marcelo
½
1 mês atrás

Começo repetitivo e cansativo. Depois piora, entediando ainda mais com cenas bem pouco críveis.

alexandrevieiraale
Alexandre Vieira
2 meses atrás

Nascido para Matar é uma obra-prima de Stanley Kubrick que evita maniqueismos fáceis ao dissecar a natureza humana e a instituição militar.
O filme não se limita a ser um panfletário manifesto anti-guerra, tampouco uma glorificação barata da violência.
Sua genialidade reside na lucidez com que examina o processo de desumanização necessário para moldar soldados.
Na primeira metade, o rigor implacável do treinamento expõe como a individualidade é suprimida para garantir a sobrevivência e a eficiência no front.
A tragédia do Recruta Pyle humaniza o custo psíquico dessa engrenagem brutal, sem eximi-la de culpa.
Na segunda metade, a narrativa mergulha no caos do Vietnã com um realismo seco e irônico.
Kubrick demonstra que o conflito armado desfaz as ilusões de heroísmo, reduzindo os homens à pura necessidade de adaptação e autopreservação.
A famosa contradição no elmo do protagonista resume o paradoxo de civis transformados em executores em nome de uma ordem maior.
Sem recorrer a julgamentos morais superficiais, o longa oferece um retrato honesto, complexo e profundamente sóbrio sobre os estragos inevitáveis que a guerra impõe tanto aos corpos quanto às mentes.

editado
ivandjsilva
Ivan
3 meses atrás

21/07/2026

apolo_deeg
apolo deeg
6 meses atrás

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

posso estar enganado, mas passar a primeira parte do filme focando em algo mais específico, dps abranger um cenário maior com a guerra foi o que fez quebrar a espectativa de algo melhor. no mais, gostei muito das atuações e do humor inserido.

editado
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Listas com o filme

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Elenco de Nascido Para Matar

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Arliss Howard 0 7

Arliss Howard

(Pvt. Cowboy)
Bruce Boa 1 0

Bruce Boa

(Poge Colonel)
Dorian Harewood 0 2

Dorian Harewood

(Eightball)
Matthew Modine 8 120

Matthew Modine

(Pvt. Joker)
Tim Colceri 0 0

Tim Colceri

(Doorgunner)
Vincent D'Onofrio 44 311

Vincent D'Onofrio

(Pvt. Pyle)

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