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Data de lançamento
17 Junho 1987Duração
Um sargento (R. Lee Ermey) treina de forma fanática e sádica os recrutas em uma base de treinamentos, na intenção de transformá-los em máquinas de guerra para combater na Guerra do Vietnã. Após serem transformados em fuzileiros navais, eles são enviados para a guerra, e quando lá chegam, se deparam com seus horrores.
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Começo repetitivo e cansativo. Depois piora, entediando ainda mais com cenas bem pouco críveis.
Nascido para Matar é uma obra-prima de Stanley Kubrick que evita maniqueismos fáceis ao dissecar a natureza humana e a instituição militar.
O filme não se limita a ser um panfletário manifesto anti-guerra, tampouco uma glorificação barata da violência.
Sua genialidade reside na lucidez com que examina o processo de desumanização necessário para moldar soldados.
Na primeira metade, o rigor implacável do treinamento expõe como a individualidade é suprimida para garantir a sobrevivência e a eficiência no front.
A tragédia do Recruta Pyle humaniza o custo psíquico dessa engrenagem brutal, sem eximi-la de culpa.
Na segunda metade, a narrativa mergulha no caos do Vietnã com um realismo seco e irônico.
Kubrick demonstra que o conflito armado desfaz as ilusões de heroísmo, reduzindo os homens à pura necessidade de adaptação e autopreservação.
A famosa contradição no elmo do protagonista resume o paradoxo de civis transformados em executores em nome de uma ordem maior.
Sem recorrer a julgamentos morais superficiais, o longa oferece um retrato honesto, complexo e profundamente sóbrio sobre os estragos inevitáveis que a guerra impõe tanto aos corpos quanto às mentes.
21/07/2026
posso estar enganado, mas passar a primeira parte do filme focando em algo mais específico, dps abranger um cenário maior com a guerra foi o que fez quebrar a espectativa de algo melhor. no mais, gostei muito das atuações e do humor inserido.
[review feita em 16 de abril de 2022]
Última cena é muito forte e o primeiro ato inteiro é perfeito, mas eu não acho que ele é tão certo assim de seus pontos e navega entre um forte cinismo e momentos mais humanos. Fica um pouco estranho porque é difícil ter empatia com os personagens principais, então momentos mais dramáticos (típicos de filme de guerra) não funcionam tão bem. Fora isso os personagens em si não são muito bem desenvolvidos.
Mas de forma alguma o olhar do filme para a guerra é positivo e o filme é sobre a dessensibilização e cinismo que a guerra cria nos soldados e como ela é desumana, doentia e sem sentido.
Se o filme tivesse ido mais fundo na ironia e no cinismo eu acho que ele funcionaria melhor, continua sendo um filmao de qualquer forma.
Nota: 8.6