Estrada Real Da Cachaça é um caminho, uma viagem. Espécie de road-movie espaço-temporal, o filme busca um reencontro com a realidade nacional através da mais brasileira das bebidas, a cachaça. Trata-se de uma investigação histórica, antropológica, sócio-econômica e poética que procura, ao longo da chamada Estrada Real, articular fragmentos significativos da trajetória da nação. Estrada Real da Cachaça propõe a reatualização de um percurso ancestral com o objetivo de mapear a presença da cachaça na cultura brasileira.
Premiações:
- Melhor Filme Documentario, Juri Oficial, Première Brasil – Mostra competitiva/DOC no Festival do Rio, 2008;
- Premio Tato Miller, Melhor Documentario no Festival de Mar del Plata, 2008.
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Interessante, exceto a parte da macumba! rs
Quero assistir.
Embora o documentário em momento algum julgue quem bebe, o que se vê nesse trajeto pela antiga estrada dos tempos imperiais que vai de Januária, no norte de Minas, até Paraty, no litoral fluminense, é a cachaça como pinga matinal do trabalhador rural e do vagabundo, como ingrediente indispensável nas macumbas no meio do mato e em alguns rituais cristãos, como consolo dos garimpeiros e lavadeiras sem dinheiro e como bebida de celebração nas festas de rua. Um tipo de associação que deixa muitos connoisseurs da bebida indignados, uma vez que a cachaça não é somente coisa de pinguço. Há também um lado gourmet que poderia ser explorado. Mas essa ausência não é o único “defeito” do filme. Falta informação sobre o tema central simplesmente porque os tipos encontrados não têm muita coisa importante a dizer. Dá pra rir com alguns entrevistados e algumas situações, mas o resto é pura monotonia. De positivo mesmo só a fotografia. Pedro Urano é antes de tudo um excelente diretor de fotografia e isso fica claro principalmente na hora dos enquadramentos.
Cachaça carai!
Quero ver.
Vencedor do Prêmio de Melhor Documentário no Festival do Rio 2008 e de Melhor Documentário Latino-Americano no Festival de Mar Del Plata 2008, Estrada Real da Cachaça revela a paixão do brasileiro do interior – tropeiro, minerador, pescador, empresário local – pela mais brasileira das bebidas. Não importa a época. No período colonial, quando a Estrada Real era delineada por antas, no império ou na república, o preço da cachaça, obviamente, é inferior ao preço do ouro. Mas o valor atribuído à bebida por milhares de brasileiros é comparável ao de qualquer pedra preciosa.