O doc tem uma hora e vinte minutos de duração, mas poderia facilmente ser reduzido a cinquenta minutos de maravilhosa perfeição. O que me levou a assistir a este filme, entre as diversas outras obras de Vinagre, foi o protagonismo de Julia Katharine. Depois de assistir às suas cenas em Desaprender a Dormir, fiquei maravilhado com sua ilustre presença — e aqui não foi diferente, nos mostrando que é perfeitamente compreensível a motivação de Vinagre ao criar essa obra. Sabe uma coisa interessante? Sem querer desmerecer este doc, que prende a atenção mesmo nos takes mais desnecessários, acredito que, se ele fosse um filme com um bom orçamento e na vibe de histórias acontecendo enquanto ela narra — como em Lírios (1996) e La Mala Educación (2004) —, podendo até incorporar um pouco da atmosfera de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001), teríamos uma obra brasileira como nenhuma outra.
Só digo uma coisa: Julia Katharine é uma maravilhosa contadora de histórias.
Lembro Mais dos Corvos - Brasil - 2018 - visto no dia 25.01.21 Gostei do filme. A sua ideia é simples e funcional porque a personagem (atriz real) que conduz o filme é muito simpatica, carismática, cativa a atenção do público. Não é atoa que vemos o filme e nem sentimos o tempo acabar, e além de ser curto. Ela vai narrando a sua história, seus pensamentos, inclusive sobre atores, atrizes, filmes que gosta de ver, viu inclusive com a sua mãe e que a marcou na sua vida. É um filme íntimo onde a Julia é a cara do filme, ela é o significado e o ícone de todo o filme do começo ao fim. Gustavo Vinagre fez coisas pontuais como acompanhar o andamento da narrativa, citar até perguntas e ver o script. O legal que a atriz se sentiu confortável em até falar de assuntos mais delicados, da sua personalidade, da sua vida, do seu trabalho de atriz e do andamento da sua carreira onde começou fazendo curtas metragens e das dificuldades que apareceram ao longo do tempo. Há também partes que chegam a exagerar no contexto das histórias para trazer mais impacto, como também a parte de filmagem onde a câmera se mexeu demais perdendo o foco. Pequenas falhas técnicas, vou ser sincero: Faltou se aprofundar mais na história de vida, e que realmente é compreensível por ser sensível. Mas Julia tem uma importância enorme para a diversidade (comunidade LGBTQIA): Foi a primeira cineasta transexual do Brasil a entrar no circuito comercial na direção de um curta metragem: Tea for Two. Aqui na entrevista cita os preconceitos que sofreu, da sua transição (transexualidade), o significado do cinema na sua vida por ter sido um refúgio e o seu trabalho e sua identidade. Grande documentário. Me senti muito feliz em conhecer a história de Julia, e das suas superações, referências cinematográficas, um pouco da sua história, pela importância. Recomendo. Nota: 7,0
"Lembro Mais dos Corvos", de Gustavo Vinagre, é um longa do tipo monólogo biográfico que se torna cativante porque Julia Katharine é uma mulher muito interessante, de tal modo que faz com que fiquemos atentos às suas histórias o tempo inteiro. Ao fundo, conduzindo sua narrativa, ouve-se a voz de Gustavo, com uma sonoridade suave e agradável. O filme é intimista ao extremo, e a câmera busca enfatizar esse aspecto abusando de enquadramentos e closes, transportando-nos para aquela sala, junto com a Julia. Entretanto, nem tudo ficou perfeito... há falhas técnicas que incomodam: imagens muito desfocadas, improvisos que resultam em vazios narrativos, movimentação desordenada de câmera... mas a Julia consegue nos segurar na cadeira até o fim.
Lembro Mais dos Corvos (2018) é um documentário com muita personalidade, porém um pouco arrastado em alguns takes que não precisavam ser tão longos.
O doc tem uma hora e vinte minutos de duração, mas poderia facilmente ser reduzido a cinquenta minutos de maravilhosa perfeição. O que me levou a assistir a este filme, entre as diversas outras obras de Vinagre, foi o protagonismo de Julia Katharine. Depois de assistir às suas cenas em Desaprender a Dormir, fiquei maravilhado com sua ilustre presença — e aqui não foi diferente, nos mostrando que é perfeitamente compreensível a motivação de Vinagre ao criar essa obra.
Sabe uma coisa interessante? Sem querer desmerecer este doc, que prende a atenção mesmo nos takes mais desnecessários, acredito que, se ele fosse um filme com um bom orçamento e na vibe de histórias acontecendo enquanto ela narra — como em Lírios (1996) e La Mala Educación (2004) —, podendo até incorporar um pouco da atmosfera de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001), teríamos uma obra brasileira como nenhuma outra.
Só digo uma coisa: Julia Katharine é uma maravilhosa contadora de histórias.
Lembro Mais dos Corvos - Brasil - 2018 - visto no dia 25.01.21
Gostei do filme. A sua ideia é simples e funcional porque a personagem (atriz real) que conduz o filme é muito simpatica, carismática, cativa a atenção do público. Não é atoa que vemos o filme e nem sentimos o tempo acabar, e além de ser curto. Ela vai narrando a sua história, seus pensamentos, inclusive sobre atores, atrizes, filmes que gosta de ver, viu inclusive com a sua mãe e que a marcou na sua vida. É um filme íntimo onde a Julia é a cara do filme, ela é o significado e o ícone de todo o filme do começo ao fim. Gustavo Vinagre fez coisas pontuais como acompanhar o andamento da narrativa, citar até perguntas e ver o script. O legal que a atriz se sentiu confortável em até falar de assuntos mais delicados, da sua personalidade, da sua vida, do seu trabalho de atriz e do andamento da sua carreira onde começou fazendo curtas metragens e das dificuldades que apareceram ao longo do tempo. Há também partes que chegam a exagerar no contexto das histórias para trazer mais impacto, como também a parte de filmagem onde a câmera se mexeu demais perdendo o foco. Pequenas falhas técnicas, vou ser sincero: Faltou se aprofundar mais na história de vida, e que realmente é compreensível por ser sensível. Mas Julia tem uma importância enorme para a diversidade (comunidade LGBTQIA): Foi a primeira cineasta transexual do Brasil a entrar no circuito comercial na direção de um curta metragem: Tea for Two. Aqui na entrevista cita os preconceitos que sofreu, da sua transição (transexualidade), o significado do cinema na sua vida por ter sido um refúgio e o seu trabalho e sua identidade. Grande documentário. Me senti muito feliz em conhecer a história de Julia, e das suas superações, referências cinematográficas, um pouco da sua história, pela importância. Recomendo.
Nota: 7,0
poxa Gustavo tu deu umas vaciladas... ela além de um figura lendária, tem um potencial compartilhar mais sem medo ou amarras...
"Lembro Mais dos Corvos", de Gustavo Vinagre, é um longa do tipo monólogo biográfico que se torna cativante porque Julia Katharine é uma mulher muito interessante, de tal modo que faz com que fiquemos atentos às suas histórias o tempo inteiro. Ao fundo, conduzindo sua narrativa, ouve-se a voz de Gustavo, com uma sonoridade suave e agradável.
O filme é intimista ao extremo, e a câmera busca enfatizar esse aspecto abusando de enquadramentos e closes, transportando-nos para aquela sala, junto com a Julia.
Entretanto, nem tudo ficou perfeito... há falhas técnicas que incomodam: imagens muito desfocadas, improvisos que resultam em vazios narrativos, movimentação desordenada de câmera... mas a Julia consegue nos segurar na cadeira até o fim.
Alguém sabe onde consigo assistir? :(