Elena, a jovem viúva de um príncipe polaco, vai viver em Paris julgando poder obter o maior sucesso junto aos homens. Uma vez este objetivo alcançado, abandona-os. Decide assim vir a ser a musa do general Rollan, o ministro de guerra, que será traído por um golpe de estado tramado por seus oficiais. Mas um deles, o Conde de Chevincourt, igualmente apaixonado por Elena, faz abortar a conspiração ganhando o seu amor.
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Drama Romântico com produção requintada e doses de humor (às vezes meio chanchada e não tão engraçado) típicos do mestre Renoir. Ingrid está ótima (falando francês fluente ,me surpreendeu!) ,sendo o destaque do triângulo amoroso completado por Marais e Ferrer (este último dublado).Intrigas políticas e um bom ritmo conduzem a uma conclusão que é literalmente um "o amor venceu",
Co-produção franco-italiana em Technicolor que foi a 3° adição à trilogia, precedida por A carruagem de ouro (52) e French Cancan (55), todas do mesmo diretor francês Jean Renoir (1894-1979). Uma cópia restaurada foi lançada no século 21. As versões em inglês e francês desse filme foram filmadas simultaneamente.
Foi filmado no Billancourt Studios em Paris. As filmagens em locações aconteceram em torno da cidade, incluindo em Saint-Cloud e no Castelo de Ermenonville. Este foi o 1° filme de Ingrid Bergman (1915-1982) após deixar o marido, o diretor Roberto Rossellini (1906-1977). Os créditos finais são um anúncio de casamento dos personagens do filme no jornal, que inclui os nomes dos atores entre parênteses.
Ingrid parece uma escolha estranha de elenco para uma comédia romântica dramática, mas ela é transfixada, independentemente do gênero. A bela atriz é luminosa em uma seleção de roupas fabulosas e cinematografia colorida deslumbrante. O enredo é de alguma forma muito básico e complicado. O interessante é a forma como Renoir preservou um forte fio erótico e romântico do amor entre Ingrid e Mel Ferrer (1917-2008) em todos os elementos de farsa do filme. O fato de Renoir ter sido seu diretor é a estranheza final. É difícil explicar como esse fiasco pode ter acontecido.
Simpática comédia. Ingrid Bergman é mitificada e a história apesar de pueril prende a atenção.
O humor malicioso, a arte cenográfica, figurinos, reconstituição de época. .. garantem o espetáculo , fala de política de forma divertida, e Ingrid Bergman belíssima deixa os homens e o espectador do filme encantado .O filme foi totalmente o oposto do q pensava ,mas valeu a surpresa.
Diverto e belo filme em que Jean Renoir associa a imagem mítica de Helena de Troia à eventos históricos. Eléna aqui é uma princesa polonesa, vivendo na Paris de 1900, que possui como missão ajudar todos os homens que dela se aproximam.
Vale recordar um comentário de Godard acerca de Eléna et les hommes,: “ao filmar Vênus entre os homens, Renoir, por uma hora e meia, sobrepõe o ponto de vista do Olimpo àquele dos mortais. Diante de nossos olhos a metamorfose dos deuses cessa de ser um slogan barato e torna-se um espetáculo cômico pungente....fábula moderna disfarçada de ópera cômica.”
Infelizmente o filme não me encantou tanto. Mas se havia alguém perfeita para personificar o ideal de uma deusa, era Ingrid Bergman.
#53_2018