Dirigido por
Duração
Uma mulher, Clarisse, estaciona seu carro à noite numa rua de bairro afastado. Ao caminhar, passa a ser perseguida por dois homens, que a violentam numa construção abandonada. Sem prestar queixa, volta e leva sua vida normalmente, quando novamente é violentada por outros homens. Na verdade, as situações são simuladas por um amigo ator, que quer realizar suas fantasias sexuais, ao que ela corresponde plenamente. Ao manter relações com o marido, nota algo diferente, consulta um médico e constata estar com doença venérea. O marido, que também tem relações extraconjugais, fica apavorado e cada um pensa ser o culpado transmissor da doença. O marido descobre que ela tem um amante. No final, quando a verdade vem à tona, perdoam-se mutuamente e iniciam nova fase de felicidade no seu relacionamento.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Talvez a proposta na época tenha servido para desvelar o império da vingança das e dos traídos. Ainda assim..., como realização cinematográfica é um longa-metragem muitíssimo fraco, com vários problemas na sua produção, mesmo sendo para uma época e para o Brasil conturbado daquele momento, quanto aos atores, não convencem e também tem uma iluminação muito deficiente, se for intencional essa atitude da tal direção, o resultado ficou ainda pior em suas intenções, e assim a película vai pecando muitíssimo por cá.
Mesmo eu sendo um defensor do cinema nacional com unhas e dentes, mesmo dado às condições, contudo, essa película é muito abaixo do que poderia ser... Infelizmente, é isso.
Várias cenas bem escurecidas.
Final criativo.
Infelizmente a cópia que assisti era sem nenhum tratamento, parecendo ser mais um teatro de sombras que um filme. Então, analisando mais pelo roteiro e pelo que ouvi, do que pelo que vi, digo que é um filme mediano, com uma história interessante e um final bem irônico. Nota 6,0.
- 5/10
- provável que esse filme seja o começo do declínio do Garrett
- não tem nem perto do orçamento e do roteiro elaborado de suas obras anteriores e é bem mais apelativo
- tudo seria resolvido se o casal tivesse uma conversa franca
As péssimas condições em que assisti a ESTRANHO DESEJO fatalmente influenciaram minha apreciação, mas dentre todos os filmes que assisti do Garrett este certamente foi o que mais me causou a impressão de ter sido produzido a toque de caixa (mesmo para os padrões do modo de produção da Boca do Lixo). Me diverti com o discurso e o plano final - que reforça a preocupação do diretor com as discussões sobre a exploração da imagem da mulher e sua posição na sociedade, super recorrente em suas obras -, mas mesmo assim saí da sessão com um gosto amargo de ter visto uma produção aquém do que ela poderia ter sido, sobretudo ao considerarmos as obras anteriores de Jean Garrett.