Um jovem americano de descendência germânica vai trabalhar na Alemanha ocupada, com seu tio, e logo vê-se envolvido no mundo subversivo da filha de um industrial.
Filme arte. Perturbador, como já foi dito. Escuro, irritante, e meio chato. Achei que o final teríamos algo como em Dogville, eles bem que mereciam, e foi quase.
Perturbador! Um tanto noir (sombrio, com mistério, romance, gangsters, crimes, atentados, mortes), mas também um tanto documentário (reconstrução pós-guerra da Alemanha, em 1945), e também drama (boas e más intenções, sabotagens, desespero, hipocrisias, traição, luta pela sobrevivência). A narrativa artística tem a marca do Diretor dinamarquês. E repito, é um filme perturbador! O americano foi para lá com a boa intenção de ajudar na reconstrução pós-guerra. Estendeu a mão aos alemães, moral e materialmente arruinados. Mas encontrou uma Alemanha não só destruída como dividida entre os “lobisomens” (nazistas que firmaram pacto de resistência para, tal como gangsters, sabotarem os aliados e perseguir alemães colaboradores), e entre os militares e civis (que compunham o governo imposto pelos aliados, para, mediante artimanhas, corrução e caça às bruxas, justificarem sua presença, em nome da governabilidade e para eliminar a chance de reorganização militar alemã). Pasmem! O padre deixaria perplexos a todos, ao pronunciar que Deus teria compaixão e daria perdão aos que lutaram na guerra por uma causa (fosse ela boa ou má!?), e que não daria salvação aos que não estavam de um lado nem de outro. Mesmo assim, nosso americano manteve-se serenamente neutro enquanto pode. Até que se apaixonou e casou com uma “lobisomem” (a propósito, a “werewolf” o amou ou apenas teria lhe usado para dele obter ganhos para sua causa?). Seja como for, desde então foi “recrutado” (coagido) pelos lobisomens. Sem querer e sem saber, tomou partido. “Vá embora! Fuja, volte para os Estados Unidos!” (mas já era tarde pra isso). A viagem seguia, até que, apesar da forte chantagem, ele descumpriria uma terrível ordem. Desperta e parece retomar o juízo do certo e do errado. Conclui que são todos do mal e só estão lhe sacaneando desde que chegou em Frankfurt. Surta. Armado sai atirando, e logo detona a fatídica bomba. Está consumado! Nosso personagem fez uma viagem hipnótica pela Alemanha, tendo dúvidas (o amor) e pesadelos (lembranças de Auschwitz) se seu trem viajava, no tempo, para frente ou para trás. “Essa guerra foi uma perda de tempo” (Larry). “Você quer acordar para se libertar da imagem da Europa, mas isso é impossível.” (Max Von Sydow – narrador) Vale a pena ver. Nota 9.
de embasbacar. ate o momento eh o filme mais antigo do von trier q ja assisti a. nao sabia q o lars tinha tb uma verve narrativa mais classica, hitchcockiana, mas sempre com um final mais desiludido e filosoficamente pessimista (ou seria realista, budista), brutal e irreconciliavel.
Bota pra mamar qlqr filme de guerra dos anos 2000-2024. Nao vi A lista de schindler, mas sei q Europa influenciou bastante o Spielberg, se bobear, tb bota pra mamar.
Deveria ter sido mto mais reconhecido a epoca; hj em dia qlqr porcaria cliche, como 1917 ou Nada de Novo no Front (2022).
essa forma que o narrador "hipnotizava" furante o filme foi muito daora
Filme arte. Perturbador, como já foi dito.
Escuro, irritante, e meio chato.
Achei que o final teríamos algo como em Dogville, eles bem que mereciam, e foi quase.
Perturbador!
Um tanto noir (sombrio, com mistério, romance, gangsters, crimes, atentados, mortes), mas também um tanto documentário (reconstrução pós-guerra da Alemanha, em 1945), e também drama (boas e más intenções, sabotagens, desespero, hipocrisias, traição, luta pela sobrevivência).
A narrativa artística tem a marca do Diretor dinamarquês.
E repito, é um filme perturbador!
O americano foi para lá com a boa intenção de ajudar na reconstrução pós-guerra. Estendeu a mão aos alemães, moral e materialmente arruinados.
Mas encontrou uma Alemanha não só destruída como dividida entre os “lobisomens” (nazistas que firmaram pacto de resistência para, tal como gangsters, sabotarem os aliados e perseguir alemães colaboradores), e entre os militares e civis (que compunham o governo imposto pelos aliados, para, mediante artimanhas, corrução e caça às bruxas, justificarem sua presença, em nome da governabilidade e para eliminar a chance de reorganização militar alemã).
Pasmem!
O padre deixaria perplexos a todos, ao pronunciar que Deus teria compaixão e daria perdão aos que lutaram na guerra por uma causa (fosse ela boa ou má!?), e que não daria salvação aos que não estavam de um lado nem de outro.
Mesmo assim, nosso americano manteve-se serenamente neutro enquanto pode.
Até que se apaixonou e casou com uma “lobisomem” (a propósito, a “werewolf” o amou ou apenas teria lhe usado para dele obter ganhos para sua causa?).
Seja como for, desde então foi “recrutado” (coagido) pelos lobisomens.
Sem querer e sem saber, tomou partido.
“Vá embora! Fuja, volte para os Estados Unidos!” (mas já era tarde pra isso).
A viagem seguia, até que, apesar da forte chantagem, ele descumpriria uma terrível ordem.
Desperta e parece retomar o juízo do certo e do errado.
Conclui que são todos do mal e só estão lhe sacaneando desde que chegou em Frankfurt.
Surta. Armado sai atirando, e logo detona a fatídica bomba. Está consumado!
Nosso personagem fez uma viagem hipnótica pela Alemanha, tendo dúvidas (o amor) e pesadelos (lembranças de Auschwitz) se seu trem viajava, no tempo, para frente ou para trás.
“Essa guerra foi uma perda de tempo” (Larry).
“Você quer acordar para se libertar da imagem da Europa, mas isso é impossível.” (Max Von Sydow – narrador)
Vale a pena ver. Nota 9.
de embasbacar. ate o momento eh o filme mais antigo do von trier q ja assisti a.
nao sabia q o lars tinha tb uma verve narrativa mais classica, hitchcockiana, mas sempre com um final mais desiludido e filosoficamente pessimista (ou seria realista, budista), brutal e irreconciliavel.
Bota pra mamar qlqr filme de guerra dos anos 2000-2024. Nao vi A lista de schindler, mas sei q Europa influenciou bastante o Spielberg, se bobear, tb bota pra mamar.
Deveria ter sido mto mais reconhecido a epoca; hj em dia qlqr porcaria cliche, como 1917 ou Nada de Novo no Front (2022).
pelo visto nao é o filme que o sacani sempre fala