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Duração
O lugar: Macau. Cidade onde todos buscam a chance de ganhar dinheiro, antes que uma nova era se inicie. Um membro renegado, que está tentando uma nova vida ao lado de sua família, passa a ser procurado por dois mafiosos de Hong Kong. Mas os assassinos entram num dilema quando encontram dois antigos membros da máfia, cuja missão é proteger o alvo a qualquer custo. Uma simples e velha foto de infância nos revela a amizade que existe entre estes cinco homens e o porquê eles serão eternamente leais uns aos outros.
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Cafonão, brega, mas põe brega nisto e nestes slow motions exagerados. Texto raso e bem pouco interessante. Agora a trilha sonora realmente é de cair o queixo , claro relevando-se o fato de que é uma cópia quase fiel ao trabalho de Morricone.
Não me prendeu.
Descobri o cinema de Johnnie To esses dias e já virei fã, as cenas de tiroteio desse filme são uma obra de arte de tão lindas, adorei rever o elenco de The Mission reunido, é como se fosse uma continuação espiritual dele.
Irmandade.
O elo estabelecido em torno da amizade e do companheirismo dão sentimento a um filme que naturalmente poderia se isentar desse aspecto por pura convenção. Mas aqui, To transforma esse acerto de contas do submundo do crime em um interessante retrato sobre o dilema moral pautado pelo emocional. Então para além de um filme focado apenas no exercício de gênero, o diretor insere força nesse conjunto que advém das próprias relações humanas e suas complexidades.
E junto disso, algo já muito perceptível em sua filmografia, To utiliza suas cenas de ação e violência como se fossem poesia em movimento. O tiroteio não é apenas um mero tiroteio. Ele incorpora um estilo, dá vida a algo que geralmente fica banalizado e formaliza esse aspecto a fim de ressignificar o sentido do que se está apresentando. É cinema preocupado com o sensitivo. E To, como poucos, sabe como dosar aspectos estruturais e narrativos para que o resultado seja intenso e representativo em todos os quesitos possíveis.
“Exilados” se mostra um filme cheio de significado por justamente abranger seu gênero a um olhar mais íntimo e pessoal. Um olhar que aproxima a arte da vida real.
O filme abusa demais de slow motions, algo que com o tempo os diretores de cinema aprenderam a usar moderadamente. Também possui pouca produtividade, seja de diálogos ou cenas de ação. Sobrando assim, muitos momentos monótonos.
Exiled não é um dos melhores trabalhos de Johnnie To.