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O documentário longa-metragem "Fakir" retrata o sucesso do faquirismo no Brasil, América Latina e França. Esse espetáculo de arte popular originário do circo é apresentado e analisado através de um acervo que revela o êxito dessas apresentações com seus campeonatos de resistência a dor e a grande presença do público, incluindo políticos e autoridades do governo. "Fakir" se estende em filmagens atuais de artistas contemporâneos que mantêm viva essa arte em performances e shows.
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As histórias são tristes e interessantes; as artistas e as cobras, os jejuns intermináveis e seus recordes malucos. Pura novidade pra mim! As dificuldades das mulheres que optaram pelo faquirismo consideradas meretrizes e as que ousavam apanhavam, eram presas.Tem umas forçadas performáticas artísticas, mas no geral o documentário é interessante porque o tema é original mesmo.
Um filme desconfortável em mais de um sentido: pelo tema em si e pela ousadia em abordá-lo. Oficialmente, o ritmo é cansativo e, se abordasse apenas o faquirismo, talvez o filme não conseguisse sustentar a nossa atenção até o seu desfecho. Mas o que realmente interessa à diretora é a trajetória das faquiresas. E, impulsionada pelo exemplo pioneiro e polêmico de Luz Del Fuego [1917-1967], o terço final do filme empolga-nos bastante, converte-se num entusiástico libelo feminista, demarcado por cruéis abusos machistas e especistas. Soa estranho na trajetória deveras autoral da realizadora, mas não é desprovido de sentido: ao final, entendemos o que ela queria com esse projeto. Amei ver a ceninha de O PROFETA DA FOME. Deveria ser mais abordado, em minha opinião. (WPC>)
Documentário autoral dirigido por Helena Ignez, aquela mesmo que foi musa do Cinema Novo e casada com o diretor Rogério Sganzerla. O tema por si só já desperta curiosidade pelo inusitado, é sobre fakirs e fakiresas que atuaram no Brasil desde a década de 50. Como não existem praticamente imagens dessa atividade “digamos” marginalizada, o filme todo foi feito basicamente com registros de fotos e reportagens de jornais da época ao som de músicas populares brasileiras. Para compensar a falta das imagens, a diretora acostumada a filmes de vanguarda inseriu cenas musicais com muita liberdade artística, que resultaram em imagens de “Cabaré” bem estranhas, surreais e algumas até constrangedoras.
sinceramente esse filme aí pareceu mais um delírio coletivo ou simplesmente uma pessoa com dinheiro e produção que pode fazer o que quiser e vai e pensa...hmmm do que eu vou fazer um filme agora....algo que não vi ainda...AHH! vou fazer um filme sobre faquirismo!!