Os métodos progressistas de Fanon no hospital de Blida geram críticas. Seu atendimento humano aos pacientes irrita a equipe. Ramdane, da FLN, o recruta. Ele e sua esposa Josie se juntam à luta pela independência da Argélia.
"Durante os longos 140 minutos, testemunhamos o nascimento de uma revolução, que começa do micro para o macro quando Fanon assume esta chefia, demonstrando, por entre os corredores das enfermarias, como o racismo estrutural, o presídio mental e literal e a violência colonial francesa adoeciam tanto os colonizados quanto os colonizadores. [...] Esteticamente, o filme opta por uma crueza necessária. As cenas de violência colonial, implícitas ou explicitas, estão na contramão do que estamos acostumados quando pensamos em filmes hollywoodianos, por exemplo. A fotografia claustrofóbica do hospital ajuda a criar a atmosfera de urgência que impulsionou a escrita de obras fundamentais como Os Condenados da Terra, obra lançada semanas antes de sua morte em decorrência de complicações de leucemia em dezembro de 1961."
Bem fraquinho. Fiquei com a impressão de que todos os personagens só existiam para agir de uma maneira, todos sem ambiguidade. Fanon não ri, não erra, não vive conflito, fica só testemunhando absurdos e falando frases impactantes retiradas de seus livros o filme inteiro. A lentidão também incomoda, assim como as cenas gravadas de maneira amadora, como a cena do pequeno surto dos loucos, em que todos parecem estar atuando para construir aquilo. Não achei que nada funcionou, embora as frases de Fanon ditas em voz alta com um plano de fundo torne minimamente interessante por si só.
Fanon foi muito mais que esse filme, mas já vale alguma coisa. Diálogos impecáveis!! Recomendo!!
"Durante os longos 140 minutos, testemunhamos o nascimento de uma revolução, que começa do micro para o macro quando Fanon assume esta chefia, demonstrando, por entre os corredores das enfermarias, como o racismo estrutural, o presídio mental e literal e a violência colonial francesa adoeciam tanto os colonizados quanto os colonizadores.
[...]
Esteticamente, o filme opta por uma crueza necessária. As cenas de violência colonial, implícitas ou explicitas, estão na contramão do que estamos acostumados quando pensamos em filmes hollywoodianos, por exemplo. A fotografia claustrofóbica do hospital ajuda a criar a atmosfera de urgência que impulsionou a escrita de obras fundamentais como Os Condenados da Terra, obra lançada semanas antes de sua morte em decorrência de complicações de leucemia em dezembro de 1961."
Minha crítica completa em: https://cineset.com.br/critica-fanom-2026/
Filme praticamente impecável. Muito bem feito. Vejam. E também leiam Fanon, se possível.
Já li um pouco sobre esse médico Fanon...o filme mostrou um pouco do que ele fez....06/08/26.
Bem fraquinho. Fiquei com a impressão de que todos os personagens só existiam para agir de uma maneira, todos sem ambiguidade. Fanon não ri, não erra, não vive conflito, fica só testemunhando absurdos e falando frases impactantes retiradas de seus livros o filme inteiro. A lentidão também incomoda, assim como as cenas gravadas de maneira amadora, como a cena do pequeno surto dos loucos, em que todos parecem estar atuando para construir aquilo. Não achei que nada funcionou, embora as frases de Fanon ditas em voz alta com um plano de fundo torne minimamente interessante por si só.