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17Número de Fãs

O flerte de Fauzi Mansur com a sétima arte começa longe daqui, em Alexandria, no Egito. Em viagem turística pelo Oriente, faz curso de cinema, despertando um desejo que ele mesmo desconhecia. Na volta ao Brasil, aperfeiçoa o aprendizado no curso da Escola Superior de Cinema São Luiz. Estamos em meados da década de 1960. Do flerte à paixão, apenas um instante. Mansur tem afinidade com a montagem. Começa como assistente no filme Riacho de sangue (1966), de Fernando de Barros, e Anjo assassino (1967), de Dionísio Azevedo. É a enrada no cinema profissional, que se consuma ao fazer assistência de direção para Carlos Coimbra em Os cangaceiros de Lampião (1968) e A madona de cedro (1968). Dá conta do recado. Convidado por Dedé Santana, prossegue na função em Deu a louca no cangaço (1968), dirigido por Nelson Teixeira Mendes, que sai na metade do filme. Fauzi Mansur assume a direção. Ainda com Dedé Santana, dirige Dois mil anos de confusão (1969) e, posteriormente, um dos filmes de Renato Aragão, A ilha dos paqueras (1970). Fauzi Mansur está mais preparado para vôos solos.

Considerado por muitos como o melhor trabalho, Sedução (1974) é um filme requintado, comédia nostálgica das boas. Uma viagem de volta aos anos 1930, que satiriza a máfia. No elenco, Ney Latorraca e Sandra Bréa. Prêmio de melhor filme e direção no Festival de Cinema de Guarujá, São Paulo, em 1974.

Não é difícil constatar que Fauzi Mansur é um diretor que não se apega a determinado gênero. Na literatura adapta o clássico O guarani (1976), de José de Alencar. No final dos anos 1970, as comédias e dramas eróticos vão perdendo terreno. Mansur mergulha nos filmes de sexo explícito sob pseudônimos de Bako, Victor Triunfo (homenagem às ruas Victória e Triunfo, locais da Boca do Lixo), Izuaf Rusman (anagrama do nome). Faz também filmes de terror em 16mm, distribuídos no mercado de home video norte-americano, e em cinamas de segunda categoria.