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Vestidos, batons, sexo - as perversões (e neuroses) de Eva, uma jovem advogada muito bem sucedida. Seus dias são uma corda bamba entre eloqüência e extrema dureza de um lado e a vulnerabilidade do outro. O clímax de sua carreira será sua nomeação como juiza, mas este passo parece ser interrompido por sua irmã cleptomaniaca que é presa e mostra-se reprimida e cheia de conflitos. Eve viaja até a cidade para ver a irmã e fica no apartamento dela onde conhece uma garota que luta com a sua feminilidade desabrochando.
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Adorei esse! Aquele clima totalmente cafona, anos 90 SBT 00h. Sem receio de soar politicamente incorreto, não tem uma covardia moral. É sobre o desejo excrotinho da personagem, que vai mostrando onde cinde justamente quando alguns vão deixando de topar seu jogo e ela se vê sozinha. Por mais que ela goze só (sozinha e somente) na sua fantasia, percebe que precisa de outro alguém pra poder sustentar a cena. Ela vai caindo toda quando vê que foi desalojada da sua posição (sempre esteve mais ou menos desalojada, não são todos que topam fabricar a fantasia dela junto, sem apontar alguma coisa que desmonta tudo). Tem uma tensão sexual o filme todo - que é o olhar que a personagem da Tilda distribui pras coisas. Pras coisas, objetos, literalmente. Close na roupa dela, na textura do tecido, no jeito que mexe a mão. Bonzão e cafona!
Fico com a impressão que alguns temas aqui eram grandes tabus na época, escandaloso, talvez? A frente do tempo, hoje já não choca mais, pode até parecer meio cafona nos olhares de 2025. Apesar de ter aquela carinha de filme pra TV é bem interessante, bem ludico, e bom, quanta a performance da Tilda, essa mulher é de tirar o folego onde quer que esteja.
Filme com aquele clima cafona típico dos filmes 90s visando o mercado de tv cabo ou vídeo, primeiro trabalho americano da excelente Tilda Swinton.
Estou acostumado a ver a Tilda Swinton interpretando personagens fortes e fiquei surpreso ao ver que aqui ela faz o papel de uma mulher mais frágil, interpretando uma advogada bem insegura. Ela está bem desinibida também e o filme tem várias cenas de sexo e nudez, mas o filme se distancia bastante dos thrillers eróticos dos anos 90.
Tilda Swinton está muito bem - como de hábito - interpretando a ambiciosa e frágil Eve, mas o final do filme é bem meia boca. Alguns personagens não dizem a que vieram, como Emma, e são muito mal desenvolvidos.
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