A história de dois fantasmas que, cansados de vagar pelo limbo, decidem iniciar uma jornada pelo Caminho de Santiago, até o fim do mundo (Finisterrae), acreditando que, lá chegando, eles poderão se tornar seres vivos.
Mas, para alcançar o fim do mundo, eles atravessarão terras desconhecidas, encontrarão estranhos seres e serão confrontados pelos seus próprios temores, em situações inesperadas nas quais sua própria condição fantasmagórica se tornará um obstáculo.
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...é como já dizia Professor Cerginho da Pereira Nunes. DOIDERA!
Não diria que o filme é "genial", pq, antes de tudo, ele é muito bonito. Vai direto pra minha lista da tela onírica.
A última cena tem um "quê" de melancolia e nostalgia que eu não sei dizer... linda d+++!
No mais:
Acho que definiram bem essa "arte de morrer ao contrário":
"A coruja disse a eles que eles deveriam enfatizar as rachaduras e tentar encerrar o passado com a ajuda do fogo e da água."
Se eu não fosse tão agnóstico e, então, deliberadamente acreditasse nos 20% meus que vislumbram o que fosse a reencarnação... eu poderia dizer que seria assim, demasiado pesado, pensar em abandonar as memórias desta vida para adentrar no outro. [mais]
Esse filme é todo um ensaio sobre limbos e fronteiras... (e não apenas essas entre a vida e a morte...).
Visto em: 12/02/2021.
filme para assistir brisadinhoo kkk
Envolto num universo que evoca simbologismos da tradição medieval e elementos fantásticos correlatos (como os contos de fadas, a peregrinação, os arquétipos animais), "Finisterrae" em momento algum se propõe a ser uma obra surrealista - pelo contrário, o recorte do todo dramático é bem circunscrito nesse território de imagens supracitado. Nesse sentido, o filme parece flertar mais com o conceito de videoarte ao propor um tratamento narrativo e sonoro experimentais - o que pode se confirmar numa passagem que um dos fantasmas assiste a uma videoarte reproduzida dentro do orifício de uma árvore. A estranheza e o ritmo divagante dessa obra são consequências da tentativa de transmutar o desejo da busca por uma existência mortal, finita pelos fantasmas. Encarando a jornada mítica das assombrações pelo caminho de Santiago de Compostela e todas as suas digressões/"esquetes" (como que pequenos fragmentos isolados de síntese artística que constroem um todo), fica latente a fragilidade da proposta estética da produção, a qual em nenhum momento parece agenciar elementos imagéticos potentes o suficiente para a sustentar. Embora essa percepção negativa, há momentos que despertam o interesse, como quando os fantasmas percorrem o Bosque das Palavras, numa passagem de interessante elaboração sônica.
O filme tem suas qualidades artísticas, cenários belos, trilha ousada, etc., mas como é chato! É tanto simbolismo, é tão metafórico, alegórico (não sei qual a melhor palavra pra descrever) que com menos de 30 minutos já estava insuportável. Não que os simbolismos, metáforas e afins sejam ruins, mas aqui definitivamente não funcionou. Péssimo!