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Data de lançamento
1 Set. 2021O roteiro original de André Pellenz tem diversas camadas, mas o ponto de partida para o drama, que tem uma distopia como pano de fundo, é a história de um casal em crise. Carla, advogada que tem o trabalho como prioridade, e o terapeuta motivacional Rodrigo vivem uma situação delicada. Para ela, a relação acabou e Rodrigo deve sair de casa o mais rápido possível.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
- sei exatamente o motivo que muitos tão falando bem mal do filme e foi por isso que curti
- toda a trama do relacionamento deles é bem chatinha e da muitas voltas sem chegar em lugar algum
- mas o subtexto com críticas politicas é bom
Não é tão ruim considerando os recursos escassos, inclusive o filme insere créditos e legendas a respeito de sua produção. Ainda assim, parece faltar algo a mais, mesmo que tenha sido filmado durante a pandemia, filmes como "A nuvem rosa" (filmado antes!), conseguem traduzir melhor o sentimento dessa época.
Gostei muito de ver equilibrado o tom político e de crítica social ao lado das reflexões a respeito do desapego entre os personagens principais, que afinal precisam saber conviver juntos. Ocorre que a crítica é bem rasteira, com evocações quase partidárias. É de extrema falta de delicadeza, por vezes, enaltecendo um apelo democrático rasteiro e fazendo críticas estridentes ao ex-presidente Bolsonaro (não que esteja não mereça todas as críticas possíveis, óbvio). A mão é que tá pesada e, ao mesmo tempo, superficial.
No mais, alguns personagens secundários estão no nível esperado da produção, com poucas falas e bem rasteiras, diria mesmo caricatas (como a da mãe da moça). É a tiazona do zap, ou o pai desconstruído, não importa por onde atire, a caracterização dos personagens secundários são as mais genéricas possíveis.
Eu particularmente gostei muito dos enquadramentos, há alguns momentos poéticos, a escolha no tom PB ficou bonita, inclusive acredito que foi a mais acertada mesmo.
Mas não há como sair da sessão com um olhar diferenciado das relações ou do impacto da quarentena, dadas as situações aborrecidas demais para se envolver, e as atuações apenas corretas. Soou crível, pelo menos.
Visto pela curiosidade de constatar como foi esse negócio de ser o primeiro filme inteiramente filmado em lockdown na época da pandemia.
E não é que o bagulho é bom? Dentro de sua simplicidade de proposta de ser uma briga de casal com um monte de idas e vindas, com personagens coadjuvantes que traçam um painel social do Brasil da Era Covid, FLUXO acerta nos limites de suas dificuldades técnicas e limitações de filmagens que não só contorna bem, como integra no próprio enredo.
Com ares de distopia de um presente nada alternativo, às vezes o filme parece ser uma versão de MEDIDA PROVISÓRIA que deu certo.
Elenco carismático, comentários sociais ligeiros e diretos e, em que pese ter colocado os próprios atores pra se virar de filmarem uns aos outros com instruções por webcam, se viraram super bem.