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Data de lançamento
26 Dez. 1999Duração
Ruth (Kate Winslet), uma bela jovem australiana, viaja para a Índia em busca de respostas e lá fica seduzida por um mundo totalmente novo, misterioso e bem diferente do que ela conhece. Quando notícias sobre o paradeiro de Ruth chegam até sua família, esta decide por contratar um detetive para encontrá-la e trazê-la de volta para casa.
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Holy Smoke começa bastante promissor e se carrega bem até a metade, com boas doses de humor e drama.
Contudo, isso se perde no momento em que a narrativa muda drasticamente e toma ares eróticos. Não exatamente por esse motivo.
Quem não quer ver a Kate Winslet pelada, não é mesmo?
O problema é: a construção para essa guinada é completamente frágil e a partir daí os personagens parecem inconsistentes e irregulares. Sequer parece o mesmo filme.
A cena do delírio no deserto é bastante interessante e nos mostra um pouco do que Jane Campion talvez objetivava, mas logo em seguida o filme se perde novamente ao entregar um fechamento bastante tosco.
Três considerações desconexas:
1 - Harvey Keitel de galã irresistível é no mínimo inverossímil
2 - Bizarro que uma personagem feminina tão ruim seja escrita por uma mulher
3 - Misericórdia, como a Pam Grier é linda!
Achei a fotografia fantástica, lindas locações, ótima trilha sonora, Kate sendo uma atriz intensa desde sempre, mas a história achei oscilante...forte e tosca ao mesmo tempo..... não saquei bem a parada....
Kate Winslet cantando Alanis Morissette: tudo pra mim!
Ainda não encontrei um filme da Jane Campion que não tenha completa e totalmente valido as horas que me roubou.
Sempre fico com a sensação de que as pessoas não conseguem ver determinados filmes sem o filtro da racionalização extrema, que sempre escorrega em algum tipo de moralismo embutido e bem escondido. A fragilidade humana para uns está na busca desenfreada de afeto, dentro de uma doutrina espiritual ou violentamente em uma desconstrução de poder racional que cai diante da beleza e jovialidade de uma mulher.
Mas é sempre mais fácil colar o selo da insignificância em oposição a busca de extremos reflexivos. E reflexão não se faz só com racionalismo.