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Duração
Baseado no romance de Helena Jobim, o filme canta as histórias de três mulheres e suas fortes lembranças da infância. Entre essas recordações, destacam-se as referentes à figura paterna. Cada personagens assume um perfil distinto: uma vive uma frustrante relação com o marido; a outra vive um casamento vazio e opressor; e a terceira escolhe a fuga da realidade.
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Gostei bastante.
Aquela esposa controladora me tirou a paciência. Bem irritante, não sei se erraram a mão ou a intenção era essa mesmo, mas achei ela totalmente insuportável. Eu estava praticamente me revirando na cadeira. A maluquinha foi bem melhor. Deu pra assistir tranquilamente pelo menos. E a outra achei a mais apagadinha de todas. Lucélia bem versátil nesse filme. Apesar de caricata em alguns momentos ela conseguiu deixar cada personagem bem diferente da outra. Parecia até que haviam trocado de atriz da controladora pra maluquinha. Gostei, é um bom filme.
A proposta é interessantíssima e Lucélia Santos cumpre bem o difícil desafio a que foi submetida: as personagens são bastante diferentes, ainda que interdependentes tramaticamente. Porém, o roteiro é ruim, forçado, datado, ainda que não inverossímil. A terceira estória é a única que funciona plenamente, pois desvenda as chaves psicanalíticas da trama geral (à la Kieslowski), mas são justamente estas que mais decepcionam, pois retroalimentam, defendem, aplaudem a passivo-agressividade extremada das personagens, urgh! Os diálogos são artificiais em vários momentos e a garotinha que interpreta a(s) protagonista(s) na infância é péssima! Mas vale a audiência, não obstante requerer uma identificação mui pessoal para estabelecer a fruição cinematográfica pretendida, que, pelo que soube, advém do original literário de Helena Jobim, que também não parece muito seguro, mas... Tem-se conferi-lo qualquer dia! Quem sabe não surpreende? (WPC>)