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Data de lançamento
27 Set. 2012Duração
Em 1953, um grupo de garotas, em uma pequena cidade violenta, pós-guerra e dominada por homens, formam uma gangue para atingir o sonho impossível de viver por suas próprias leis e regras, não importa o que aconteça. Primeiro, as garotas cometem pequenos delitos como graffitis na rua e pequenos roubos em supermercados, mas depois as atividades ilegais começam a fugir do controle.
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Primeiro (e único) filme em língua inglesa do diretor francês Laurent Cantet, cineasta de grande renome internacional, vencedor da Palma de Ouro em Cannes por “Entre os muros da escola” (2007). Ele quem fez o roteiro, adaptado do livro “Foxfire”, da norte-americana Joyce Carol Oates, sobre uma gangue de garotas que busca se vingar dos abusos sofridos no ambiente de trabalho e na escola (a história se passa numa cidadezinha interiorana de Nova York, na metade dos anos 50, com uma pegada moderna nos figurinos e nos diálogos). Elas revidam com fúria, atacando professores que tentaram estuprá-las e homens que abusaram delas na rua. Elas enfrentam uma sociedade misógina e machista, porém a luta delas é com armas e agressões, gerando um novo discurso de violência, de justiça com as próprias mãos (o que sabemos não ser o melhor caminho). Por isso passam a ser vistas como foras-da-lei, perseguidas pela polícia – o filme segue numa crescente a ponto de as garotas destruírem casas, sequestrarem homens e até matá-los.
Cantet fez uma obra fascinante e vigorosa. E como sempre utilizando uma linguagem própria, com a câmera na mão, em constante movimento, resultando em imagens tremidas e fora de foco, que jogam o espectador para o centro das cenas. Novamente escalou um elenco de pessoas desconhecidas – aqui são jovens atrizes francesas, muitas em cena pela primeira vez (destaque para Katie Coseni, que ganhou o prêmio de atriz no Festival de San Sebastian).
Rodado no Canadá, tem como co-roteirista Robin Campillo, parceiro de trabalho de Cantet em outros longas, como “Entre os muros da escola” e “A trama” (2017). Campillo escreveu e dirigiu um dos filmes mais impactantes do cinema francês atual, que trata sobre a Aids, “120 batimentos por minuto” (2017), ganhador de três prêmios em Cannes, o da Crítica, o Grande Prêmio do Juri e o Queer Palm.
PS: Em 1996 houve a primeira versão de “Foxfire”, intitulado no Brasil de “Rebeldes”, com Angelina Jolie no início de carreira (dirigido por Annette Haywood-Carter, trazia a história dos anos 50 para os anos 90).
Procure conhecer a versão de 2012, de Cantet – tem em DVD pela Imovision.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
O tema anima pra seguir até o fim.Juntamente com as atuações.
-26 de Março de 2022
-Dou nota 6/10
Pode ate ser que seja massacrado pelo meu comentário, quando o enredo foi se desenvolvendo disse baixinho pra mim, cara este filme e sobre feminismo, aquele levante das mulheres contra regras e padrões machistas impostos, que massa, uma visão totalmente associada a homens, gangues e delitos, tudo feito de uma forma de rebeldia por tanto abuso.
Porem com o tempo, algumas atitudes do grupo, principalmente da Legs, me trouxeram uma visão mais femista, estamos aqui contra homens, homens não prestam, vamos faze-los sofrer, nada diferente do "todo homem e um estuprador em potencial", ou seja o feminismo, a luta, a igualdade, meio que virou um ato totalmente femista e politico, uma vez que vi fortes indícios de pregação comunista, uma mistura muito atual de grupos em nossa sociedade.
Tanto que a foto do jornal no final do filme me deu certeza do cunho politico,e pensamentos da Legs, uma revolucionaria, os atos criminosos, o crime final, que alias era bem comum feito por guerrilheiros comunistas aqui no nosso País tropical, aquelas almas contestadoras. Bom tirando todo cunho politico travestido que sou contra e não convêm aqui dissertar, É um baita filme, prega atenção, divertido,e conscientizador as suas devidas proporções, com um ar contestador...curti deveras.
A luta feminina contra os abusos machistas, infelizmente é bem atual e ainda necessário. O filme se mostra uma realidade crua e violenta, pena que a causa fica perdida e o filme debanda pra outro lado, mas é bom.
Poxa eu tava gostando muito do filme (nível 4 estrelas), mas esticaram tanto desnecessariamente que quando chegou +ou- na metade ele começou a ir se esvaindo... até que quando terminou eu soltei aquele "até que enfim pensei que não ia acabar nunca!"
Uma pena porque o filme poderia ter sido muito melhor mesmo se não fosse isso.