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Um pelotão do exército russo, que ao final da II Guerra adentrando o território leste da Alemanha, se depara com um laboratório, onde são descobertos experimentos feitos com base no diário do Dr. Viktor Frankenstein. Os cientistas utilizaram o trabalho lendário de Dr. Frankenstein para criar um exército de super-soldados, constituídos a partir de pedaços dos seus camaradas mortos – um último plano desesperado de Hitler para escapar da derrota.
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Essa produção é uma ótima interpretação da clássica história de Frankenstein, dando um toque realista e medonho. Os efeitos práticos, maquiagens e cenários são sem dúvida o maior ponto positivo.
Durante anos, o diretor Raaphorst tentou tirar do papel um ambicioso projeto sobre zumbis nazistas na Segunda Guerra Mundial chamado Worst Case Scenario (trailers ainda existem no YouTube e dão uma bela ideia do filmaço que poderia ter saído disso). Como o mundo é injusto, Worst Case Scenario não deu certo e Raaphorst descarregou sua frustração em O Exército das Trevas, uma produção mais modesta, mas que recicla esta ideia de zumbis em plena Segunda Guerra.
Tem muita coisa boa e muita coisa ruim no filme. A pior é a opção pelo estilo narrativo mais do que batido do found footage, o que acarreta em incontáveis erros históricos (filme colorido, imagem em alta definição em widescreen e som direto em 1945?). No caso, um grupo de soldados russos acompanha um documentarista da União Soviética em plena Alemanha nazista em guerra. Pela câmera do sujeito é que os fatos se desenrolam. Os primeiros 20 minutos são pouco promissores, arrastados e sem trazer nada de muito emocionante. Mas aí, de repente, o grupo de soldados e seu câmera entram num infernal laboratório subterrâneo e o clima muda da água para o vinho, como se fosse outro filme.
Incríveis monstros começam a pipocar de cada esquina, de cada canto escuro, numa mistura de zumbis e robôs, todos com aquele aspecto retrô da primeira metade do século 20. São criações de um descendente do Dr. Frankenstein, que está produzindo super-soldados com partes de cadáveres e a robótica primitiva do período. A partir daí, o filme não dá mais sossego para o espectador e vira um inferno de imagens e sons, com a “sutileza” de um elefante furioso dentro de uma loja de cristais.
O clima lembra muito aqueles trem-fantasmas de parques de diversões: está tudo escuro, de repente a câmera dobra uma esquina e PIMBA!, surge um zumbi-robô do nada para dar o maior cagaço nos personagens e no espectador. A direção de arte é um show à parte, e só o design retrô dos monstrengos, cada um diferente do outro, já vale o filme inteiro.
Mesmo longe de ser uma obra-prima, e com defeitos inegáveis (o início e o formato narrativo, por exemplo), O Exército das Trevas tem tudo para agradar fãs de horror com seus monstros criativos, bem diferentes dos zumbis-clichê do momento, e com as doses cavalares de ação e violência explícita da metade em diante. Sem contar que, vendo o filme, podemos ter uma boa ideia do que Raaphorst estava preparando para o seu (infelizmente) adiado Worst Case Scenario…
até que gostei, bom filme de horror
Divertida e insana mistura de terror e guerra no estilo found footage. Muitos efeitos práticos na feitura das "criaturas de Frankenstein", o sangue rola com fartura e ainda tem um final bem sarcástico. É para quem gosta de se divertir com um "trash bem feito".
Hehehehehehe heh doideira! Os monstros são irados, o resto um trash comum
Dava pra fazer uma bagaceira melhor