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Data de lançamento
21 Ago. 2004Duração
Okada Izo foi um samurai de uma família pobre. Seu talento com a espada foi descoberto por um importante senhor da guerra, que o recrutou como soldado. Sob sua tutela, Izo matou muitas pessoas. Izo então é crucificado pelos seus atos, e morto não consegue entrar no paraíso e tampouco no inferno, sendo obrigado a reencarnar várias vezes até os dias atuais.
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SE EU PUDESSE MATAVA MIL MI MIL
Obra-prima. Takashi Miike é o diretor mais extremo e corajoso que eu conheço. Você pode até não gostar, mas é IMPOSSÍVEL ver um filme dele e ficar indiferente. Izo é muito complexo, com muito surrealismo e que demanda bastante concentração por parte do público. O que eu entendi é que se trata de uma jornada caótica após a morte em que a alma do protagonista fica se deparando com figuras marcantes de sua vida e repetindo sem rumo o mesmo ciclo de violência e sexo que ele tinha em vida. O filme em si tem tantos elementos que se torna inclassificável, mas como o Takashi Miike é um diretor que tem o terror em sua essência como artista, creio que Izo também carrega uma atmosfera bem assustadora em muitas de suas cenas. Tecnicamente (direção, edição, fotografia, atuações, trilha sonora e etc) é perfeito. Mas já aviso que não é para todos. Quem não curte surrealismo e um tom mais filosófico provavelmente não vai gostar. Não foi uma experiência divertida, mas foi uma experiência muito enriquecedora artisticamente falando. Se tornou um dos meus favoritos.
OBS: A violência aqui é ABSURDA (em quantidade e qualidade) e se faz presente por quase toda a obra.
- 9/10
- critica todas as instituições sociais nesse filme repleto de gore, filosofia e niilismo
- é maravilhoso demais aquele cantor que fica se esgoelando e acompanhando o Izo por todo a história
- aberto a interpretações mas certamente genial
Igreja, governo, nação, democracia, casamento, família, escola... nenhuma instituição está a salvo da lâmina mortal de Izo, a raiva de tudo que é preestabelecido, a retribuição divina encarnada em um espírito vingativo cuja única motivação é cortar com a lâmina de sua espada tudo e todos que estão em sua frente.
O filme mais ambicioso do Takashi Miike, talvez seja um dos filmes mais ambiciosos já feitos. Poesia pura em forma de cinema.
É 2a vez que assisto esse filme, só que dessa vez assisti o filme anterior a esse, o Tenchu (Hideo Gosha), para entender um pouco mais esse personagem veridico... é uma obra prima. um Ode a violencia... a ideia de usar o violeiro como narrador, cantando angustiado (genero que popularizou apos a 2 guerra mudial) é genial