Nuvens Flutuantes, um dos filmes mais intensos e tristes de Naruse, conta uma história de amor e desamor, que se desenrola ao longo de vários anos, com os encontros, desencontros e reencontros entre uma mulher e o seu amante.
Naruse retrata a vida do casal de amantes tóxicos Yukiko e Tomioka, ela fica obcecada enquanto ele não dá a mínima, ela é só mais uma amante qualquer pra ele, ela sempre na esperança que Tomioka largaria a esposa, o que nunca acontece, os dois brigam, se separam, se reencontram, voltam, e vivem a vida inteira assim, só um detalhe que percebi, enquanto ocorria a guerra na Manchúria, as cores era mais intensas e o relacionamento deles mais vivo, depois da guerra da pra perceber o desânimo, o cansaço, Tomioka até chega a falar ''A guerra acabou, não somos mais jovens, não podemos viver eternamente nesse sonho'' o final esperado não poderia ser outro se não um final triste.
"A vida de uma flor é muito curta.É por isso que ela deve ser apreciada imediatamente."
A cada novo filme que assisto de Naruse chego cada vez mais próximo da conclusão que de Naruse tem muito mais de Mizoguchi do que de Ozu em seu cinema. A representação feminina e seus dramas envolvendo a dominação sofrida constatam isto. Nuvens Flutuantes é um relato triste , visualmente elegante e como os filmes de MIzoguchi não consegue me conquistar. Talvez pela minha nítida falta de envolvimento com esta temática.
A sofisticação visual e narrativa do cinema japonês de Mikio Naruse chama a atenção em "Nuvens Flutuantes", drama romântico de 1955. Se passando em vários invernos da vida da protagonista, literais e metafóricos, o filme acompanha a dor de amor de uma personagem eternamente apaixonada por um amante do passado que constantemente a esnoba. O que pode tornar o filme datado seria a ideia da personagem feminina que se define tão somente pela necessidade de ter seu homem, algo meio complicado para os dias de hoje. Aqui, Naruse tenta focar mais nos sentimentos, e não tanto na relação de dependência social (ainda que esta também esteja presente!), e também merecem elogios a dolorida atuação de Hideko Takamine como a protagonista. Por fim, se o final de "Quando a Mulher Sobe a Escada" lembra o final de "Noites de Cabíria", não pude deixar de notar que o final de "Nuvens Flutuantes" remete um pouquinho ao final de 'La Strada', o que me faz pensar se o Naruse era algum fã incondicional do Fellini, ou se isso foi apenas uma mera obra do acaso.
Naruse retrata a vida do casal de amantes tóxicos Yukiko e Tomioka, ela fica obcecada enquanto ele não dá a mínima, ela é só mais uma amante qualquer pra ele, ela sempre na esperança que Tomioka largaria a esposa, o que nunca acontece, os dois brigam, se separam, se reencontram, voltam, e vivem a vida inteira assim, só um detalhe que percebi, enquanto ocorria a guerra na Manchúria, as cores era mais intensas e o relacionamento deles mais vivo, depois da guerra da pra perceber o desânimo, o cansaço, Tomioka até chega a falar ''A guerra acabou, não somos mais jovens, não podemos viver eternamente nesse sonho'' o final esperado não poderia ser outro se não um final triste.
"A vida de uma flor é muito curta.É por isso que ela deve ser apreciada imediatamente."
A cada novo filme que assisto de Naruse chego cada vez mais próximo da conclusão que de Naruse tem muito mais de Mizoguchi do que de Ozu em seu cinema. A representação feminina e seus dramas envolvendo a dominação sofrida constatam isto. Nuvens Flutuantes é um relato triste , visualmente elegante e como os filmes de MIzoguchi não consegue me conquistar. Talvez pela minha nítida falta de envolvimento com esta temática.
A sofisticação visual e narrativa do cinema japonês de Mikio Naruse chama a atenção em "Nuvens Flutuantes", drama romântico de 1955. Se passando em vários invernos da vida da protagonista, literais e metafóricos, o filme acompanha a dor de amor de uma personagem eternamente apaixonada por um amante do passado que constantemente a esnoba. O que pode tornar o filme datado seria a ideia da personagem feminina que se define tão somente pela necessidade de ter seu homem, algo meio complicado para os dias de hoje. Aqui, Naruse tenta focar mais nos sentimentos, e não tanto na relação de dependência social (ainda que esta também esteja presente!), e também merecem elogios a dolorida atuação de Hideko Takamine como a protagonista. Por fim, se o final de "Quando a Mulher Sobe a Escada" lembra o final de "Noites de Cabíria", não pude deixar de notar que o final de "Nuvens Flutuantes" remete um pouquinho ao final de 'La Strada', o que me faz pensar se o Naruse era algum fã incondicional do Fellini, ou se isso foi apenas uma mera obra do acaso.
Belo e triste
Que sofrimento assistir a esse filme. Maravilhoso.